sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
2011... O que vem aí??
Lógico que, como no Natal, tudo não passa de um simbolismo. Afinal de contas, todo o dia é dia de mudar, de renovar, de fazer mudanças. No entanto, a virada de ano ficou marcada por essas crenças, que não são ruins e, bem ao contrário, motivam as pessoas a repensarem uma reforma íntima.
2011... muitas surpresas, muitos acontecimentos estão por vir... Já imaginou o que vai fazer de diferente??
Vamos combinar uma coisa?? Em 2011, vamos deixar esses planos, esses pensamentos, essas ideias sairem do "vamos fazer" e irem ao "estamos fazendo", para que em 2012 a frase da virada seja algo do tipo "Eu fiz, e vou fazer mais e bem melhor". Pensemos em coisas boas para nós, nossos amigos, familiares e até naquela pessoas que não conhecemos, mas que precisam de um pouco de energia positiva!
E "vambora" pra frente, que há muito para ser feito!
Um 2011 cheio de luz, paz e muita energia positiva, com a vontade de ser sempre melhor!!
Abraço.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Com o espiritismo
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Ei! Quem é e o que faz esse tal "Arte Viva Espírita"??
Somos o Grupo Arte Viva Espírita, vulgo Grupo AVE, cuja composição atual está ativa desde 2007, sem parar.
Ele é composto por membros de casas espíritas diferentes, bem como cidades diferentes.A idade também não é limite. Nos reunimos e ensaiamos onde as portas nos são abertas. Já ensaiamos em Porto Alegre, Sapucaia do Sul e, atualmente, estamos em Canoas.
Quais ferramentas usamos?? Nossa maior abrangência é o teatro, mas temos também, desenvolvido pelo mesmo grupo, a música. Além disso, estamos começando a experimentar a dança dentro do teatro. Duas manifestações que, unidas, se tornam uma ferramenta fantástica. Até ano passado tínhamos também o desenho, mas, infelizmente, ele está parado, esperamos voltar em breve com essa parte.
O que fazemos então?? Antes de qualquer coisa, vale lembrar que não somos só nós que fazemos. Somos meras ferramentas procurando estar sempre prontas para o trabalho do Mestre. O produto final é sempre resultado do trabalho ativo do Plano Espiritual, da nossa plateia e de um pouquinho da gente.
Tentamos fazer aquilo para que somos chamados, desde alguns eventos federativos até atividades desenvolvidas dentro da casa espírita, com crianças, jovens, adultos, pessoas mais experientes e lá vai...
Esse ano foi bem cheio para o Grupo, e isso tem um significado, o Plano Espiritual não pára, e as pessoas cada vez buscam mais a espiritualidade.
Eu diria que o trabalho mais significativo deste ano (lembrem-se, essa opinião é minha, cadum, cadum) foi o que realizamos em uma casa de passagem na 2º região. Foi o trabalho que, quando mais eu precisava, o "resultado" dele olhou pra mim dizendo: "Vai em frente, não desiste, por que tem muito ainda para ser feito".
Buenas, que resultado??? Aquele monte de crianças com um sorriso de orelha a orelha pulando e jogando confetes junto com o nosso "Bufão", a representação de uma Alegria, na peça mais apresentada deste ano.
Então vamos em frente.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
E então é Natal
sábado, 11 de dezembro de 2010
O que faz uma apresentação teatral ser realmente boa!
Segundo ponto: A expressão corporal e facial. É muito importante que se tenha muito cuidado com a estética da peça, pois a mensagem para tocar precisa sair do coração daquele que a recita. O ator precisa sentir sua personagem, ser intimo dele! SIM: TREINE NA FRENTE DO ESPELHO, FALE SOZINHO PELA CASA, DÊ UMA DE LOUCO TODOS OS DIAS para que no momento do palco a personagem tome conta da cena e não você.
Terceiro ponto: AME O QUE VOCÊ FAZ!!! Talvez uma das coisas mais importantes que você possa estar lendo. Se você amar o que faz tudo que está escrito acima virá até você! Dedique-se ao máximo que irá conseguir o que almeja, afinal:
Também um ponto importante: para que no palco haja uma boa apresentação é necessário a sintonia entre os atores! Para se ter sintonia precisamos primeiramente ter afinidades. Sintonia em palco é um olhar no olho do outro e saber que é hora do improviso (pois o colega teve um branco), é acontecer a cena mais engraçada do mundo e os personagens se manterem sérios e firmes, por mais que o público esteja chorando de rir. Se conheçam como pessoas, conversem, saiam juntos, abracem-se, olhem-se e amem-se! Assim o trabalho em palco será amparado e sairá com certeza belíssimo!
Não se esqueçam: a perfeição vem com a prática, não comparemos alguém que está a anos em palco com alguém que está no teatro há três meses. O importante é não desistir, lutar, desbravar essa terra que ainda tem que ser arada! Continuem amados, a arte está no sangue daquele que o faz, nascemos com esse amor pela arte, não desviemos de nossa missão.
Abençoado seja aquele que nos deu o dom de mostrar aos outros a beleza da vida simplesmente com essa máquina chamada corpo humano.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
A importância da arte como instrumento de divulgação doutrinária!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A necessidade do equilibrio !
Sim, somos espíritas, mas ainda temos os nossos ranços, preconceitos, limitações. O orgulho e o egoísmo estão dentro de nós. Queremos dominar o outro, impor nossas idéias e opiniões, e acabamos por prejudicar o trabalho que é acima de tudo do Cristo.
Em nosso meio artístico a vaidade é nossa maior inimiga. Normalmente aquele que sobe no palco gosta de estar ali representando algo, tem sua desenvoltura, e tem que ter muito equilíbrio e disciplina pra não deixar a “fama subir a cabeça”. Temos que ter a humildade de sabermos que a capacidade artística mais latente é sim uma benção de Deus, um dom que deve ser usado para o bem, para o encaminhamento de Espíritos para Deus. Se somos bons artistas: ajudemos aos nossos confrades a se desenvolverem artisticamente, ensinemos o que sabemos, afinal:
“Não coloqueis a candeia sob o alqueire, mas sobre o candeeiro para que ilumine a todos” Jesus Cristo.
por Djenifer Correa
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Não é o tempo...
Luz a todos.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Quem tem fome???
Hoje na aula de Cultura Brasileira, falando do cineasta Glauber Rocha e o Cinema Novo, falamos no tocante FOME. Fiquei pensando comigo: "Acho que não passo de uma guriazinha metida de cidade grande".
Gente! O assunto é sério, como podemos ficar alheios à isso? Definitivamente estamos vivendo em uma sociedade alienada.

Já paramos para pensar quantos pessoas estão passando fome? Já ouvi comentários do tipo: "Aqui no Brasil ninguém morre de fome, sempre tem o que comer". Claro, sempre tem o que comer no lixo...
Claro que as dificuldades são provas, que estamos concertando nossos erros... talvez hajam aqueles que digam que isso é a tal da reencarnação. Pode até ser, reencarnação... mundo de provas e expiações... aprendizados pelo sofrimento...ação e reação... causa e efeito. Oh! Que bom espíritas somos nós? Que tanto conhecimento temos? Perdoem-me a ironia! Certamente ela não é direcionada aos leitores. Falo assim para mim mesma. Mas e onde entra a caridade?? Onde fica a compaixão e o amor ao próximo?
Estamos presos ao nosso mundinho, alheios à todo o resto. Precisamos ir à Etiópia, tão conhecida pela miséria? Não. Isso acontece aqui no Brasil. No Nordeste? Sim. Mas também em Porto Alegre, no nosso próprio bairro.
Talvez não esteja ao nosso alcance promover coisas grandes para auxiliar essas pessoas, mas quem sabe possamos simplesmente evitar o desperdício. Quem sabe possamos atender alguém no portão de casa, oferecer um pedaço de pão .Mesmo que outra pessoa tenha desfeito o que ofereceste, talvez a outra esteja implorando por dentro um pouco de comida.
Simplesmente não ignorar essa realidade.
Por que falávamos de Glauber Rocha quando surgiu o assunto? O cara foi o idealizador do cinema dito feio, nojento, esteticamente horrível. Por que? Por que ele sai da ideia de colonizados da Europa e EUA que estamos sendo, em que os filmes não saem da bela paisagem e do apartamento, onde o mais pobre do filme come macarrão no almoço, leite no café e anda de carro, e mostra a dor e o sofrimento humano. Mostra a pobreza, mostra a violência resultante da FOME e a sua verdadeira estética. Quem tem fome quer comer, e quem quer comer tem como único pensamento deixar de ser faminto.
E uma última coisa, pois não posso me estender muito e falar tudo que gostaría por conta do espaço, e para não cansa-los com a leitura.
A FOME física, dói, e dói muito. O que a gente sente não é o limite da fome, a gente sente mais é vontade de comer. Pense que tem gente que chega ao apse da fome.
Mas existe outra fome que também dói e traz tristeza: a FOME do amor, da palavra amiga.
Um abraço.
Gostaría muito de prosseguir com o assunto.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
"As Cartas Psicografadas por Chico Xavier"
Em "Cartas Psicografadas por Chico Xavier", filme de Cristiana Grumbach, trata-se apenas da realidade da dor humana. Mães que sofreram a perda de filhos, o inconformismo, o encontro com o Chico, as cartas...
O filme estreia hoje, em todas as capitais brasileiras.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A felicidade se encontra nas coisas simples da vida
Desculpem pela demora em postar algo aqui, mas tive alguns probleminhas, nada de grave...
Bem, sei que o titulo desta postagem é clichê e manjada, mas é a pura verdade e sempre é importante lembrarmos disso.
De fato a felicidade se encontra nas coisas mais simples da vida, muitas vezes perdemos tempo correndo atrás de dinheiro acreditando que somente ali podemos encontrar a nossa felicidade, mas nos enganamos profundamente.
Ás vezes uma calça de marca, um carro do ano e um tênis importado pode nos trazer a sensação de satisfação, mas a sensação de alegria mesmo só conseguimos quando recebemos um sorriso sincero e gratuito, quando somos abraçados de maneira bem apertado, quando ganhamos aquele beijo inocente e quando ouvimos de alguém que somos importantes.
Não que o dinheiro não traga felicidade, mas para ser feliz verdadeiramente não é necessário ser rico, basta ter amigos, família e pessoas que gostem sinceramente de você, é claro também que você deve fazer a sua parte porque nada nessa vida é tão de graça, mas se “darmos” sem pensar em “receber” em troca seremos muito mais felizes, mais alegres e mais humanos, porque essa é essência do ser humano amar ao próximo sempre com um sorriso no rosto.
Simples, simples, texto bem simples, é eu sei, mas correndo aqui em uma semana diferente.
Bjs e até!
E se nas Revoluções existisse um Super-Herói?
Muitos, talvez empolgados com os filmes e gibis, já pensaram: Se super-heróis existissem?
Talvez, seja apenas uma forma de pensar, visando um futuro melhor, tendo em vista tantos problemas e sofrimentos que hoje acontecem...
Hoje? Na verdade não. Pois guerras e conflitos existem em nossa história desde os primórdios!
mas, vamos voltar ao ponto em questão.
Se os super-heróis existissem, ou seja, pessoas com habilidades extraordinárias, me leva a pensar que também teria os super-vilões, ou melhor, super-bandidos.
Afinal, o ser humano, contrasta em si sentimentos bons e ruins e claro, isso iria afetar o "nosso super-herói", corremos assim o risco de ter um super vilão... fácil, fácil.
É nato do coração humano o sentimento de depositar em algo impalpável toda a esperança de um futuro melhor e nisso, vamos desdes "Jesus voltará" a "mundo de regeneração"; São floreios emocionais, que criamos, para gerar um sentimento de esperança, uma justificativa para agirmos de forma correta, etc...
Mas...
Penso que o nosso grande objetivo em relação ao futuro, é tornar-nos seres de bem, pessoas melhores do que ontem o fomos e isso, não depende de "super-herói" e muito menos de um grande acontecimento mundial.
Depende unicamente de nós mesmos, de nosso esforço em buscar esse objetivo.
Bem, é isso por hora, na sequencia, comentarei mais a respeito desse assunto.
Abraços
sábado, 6 de novembro de 2010
A Criança em contato com a Arte Espírita

quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Curtas Metragens.
O primeiro, é o "Espelho".
Ele joga de uma forma praticamente teatral, vale a pena!
Sinopse oficial> "Uma platéia de cinema se surpreende ao ver-se diante de um filme que não mostra outra coisa senão... uma platéia de cinema! Por quanto tempo essas pessoas conseguirão resistir à própria reflexão?"; Direção: Yuri Vieira e Cássia Queiroz
****
Este, é o curta "Solidão", tem uma outra forma de expressão e linguagem artística, vale a pena, pois de uma forma muito simples, o diretor consegue passar algo de intrigante e que instiga a algo, como "Será que é verdade?". Um detalhe interessante, que este trabalho foi feito todo apenas com duas pessoas, o ator e o Ciro.
Sinopse oficial> "Dizem que a solidão enlouquece..."O monólogo de um estranho e solitário personagem. Argumento, fotografia, filmagens e edição: Ciro MacCord
Curta Metragem - Musica Edith Piaf - Pra que serve o Amor
Uma curta metragem de animação, bem legal, embalada pela musica d Edith Piaf.
Gostei muito quando o vi pela primeira vez e até hoje, quando eu vi, acho que 34322... vezes, acho ele muito bom!
Comente!
Bjs
Dança da Superação
Oi queridos e queridas!
Este vídeo, talvez muitos aqui já o tenham visto, mas acho ele de uma sutileza incrível.
Consegue tocar lá no fundinho do coração!
O que acham?
Bjs
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A arte, o professor de arte e o Fazer Artístico

Quando pensamos em Arte pensamos em algo que, na verdade, não conseguimos definir bem. Temos indicações imprecisas, exemplos duvidosos e um gostar pessoal, uma espécie de identificação, que influencia nossos conceitos e os juízos de valor que expressamos acerca das “coisas artísticas” e do repertório cultural construído pelo homem desde os primórdios de sua existência.
Imaginemos um deficiente visual privado totalmente da capacidade de visão. Para suprir essa deficiência ele desenvolve, além da média, outras capacidades. Dentre essas habilidades encontra-se, por exemplo, o domínio da linguagem braile que permite ao deficiente ter acesso ao repertório universal dos textos produzidos pela humanidade.
Essa habilidade lhe permitiu suprir parte das dificuldades provocadas pela falta de visão, entretanto, não lhe permite desfrutar todas as possibilidades que uma pessoa com a visão perfeita possui ao ler um texto. Neste caso falamos de uma barreira física, uma impossibilidade genética ou provocada por algum fator externo.
Traçando um paralelo e saindo do campo físico em direção ao ato cognitivo podemos falar em deficiências que impossibilitam/limitam, assim como a falta de visão para o deficiente visual, a compreensão integral do fenômeno artístico por parte dos professores de arte e artistas em geral.
É mais ou menos assim que os professores de arte se sentem quando são questionados sobre o que é arte. Possuem algumas habilidades adquiridas e aprimoradas com a experiência diária que, por vezes, provoca a sensação de que conhecem o significado e o sentido do que ensinam. Por outro lado, tudo o que está relacionado a arte parece por vezes ser volátil, dissipar-se muito rápido, provocando muita incompreensão por parte de que procura por respostas.
O mito da caverna, criado por Platão- exemplifica bem o que dissemos. Assim como no mito platônico muitas vezes os professores de arte só conseguem ter uma visão deformada da realidade artística. Só enxergam sombras. Assim, seus questionamentos, acerca dos objetos artísticos e do próprio ato artístico em si apresentam deficiências que validam a dúvida.
Constantemente são invadidos pela sensação de total incapacidade para avaliar se tal objeto ou ato possui valor artístico ou não. Cabe perguntar: enquanto professores de Arte como vêem a produção artística de seus alunos? Atribuem valor artístico aos objetos produzidos por eles durante as aulas? Acreditam que seus alunos atribuem significados e valorizam as obras que produzem? Como analisam as obras de seus alunos no contexto da arte contemporânea?
Essas questões são fundamentais se objetivamos desenvolver uma educação em arte que busque inserir o educando como ser ativo no processo cultural de sua época. Uma educação em arte e uma educação com arte. Um ato educativo que permita a participação do aluno de forma integral. Onde possa pesquisar, analisar, experimentar, planejar, executar, refletir e apresentar seus resultados.
Mas, como conseguir essa educação em arte que envolva o aluno a partir dos conceitos mais simples até a compreensão do fenômeno artístico como um ato inerente a todos os seres humanos? Como fazê-lo compreender que o objeto artístico não surge de iluminação divina ou é resultado de algum “dom” ou capacidade especial que o artista possui, mais sim, fruto de longas horas de trabalho, pesquisas, análises, experimentações, planejamento, execução, reflexão, etc.?Os PCNs, Parâmetros Curriculares Nacionais, representam, indiscutivelmente, um avanço na educação brasileira ao sugerir um eixo comum que norteia a educação em todo o país. A partir desse eixo são traçados e elaborados planos inclusivos que contemple as características regionais e culturais de cada escola.
Os referido PCNs fazem parte da Lei 9394 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação – publicada no dia 20 de dezembro de 1996. Essa lei, seguido uma tendência mundial, corrige as distorções pelas quais passava o ensino de Arte na educação brasileira. Essa correção é feita equiparando a disciplina Arte as das demais disciplinas em grau de importância para o pleno desenvolvimento das capacidades cognitivas.
Ao fazer isso a LDB não só reconhece a importância da cultura na formação do educando como, também, permite que os currículos escolares possam ser revistos e elaborados de forma inclusiva com todas as áreas sendo contempladas.
A metodologia proposta pelos PCN’s para o ensino de Arte propõe uma análise do objeto ou do ato artístico dentro de uma visão triangular que aborda não apenas o objeto ou ato em si, mas que necessariamente exige a compreensão do contexto histórico em que o referido objeto ou ato foi produzido. Isto significa analisar os objetos ou atos artísticos a partir do contexto de quem os produziu.
A terceira ponta desse triângulo é o fazer artístico. As experiências artísticas significativas que o educando vivencia na sua vida escolar. Acrescentamos o adjetivo “significativas” a essas experiências para ressaltar a importância que elas desempenham na futura relação que o homem adulto, hoje criança em idade escolar, terá com a arte na sua vida.
É comum não gostarmos daquilo que não conhecemos. As aulas de arte desenvolvidas na maioria de nossas escolas não conseguem despertar o interesse do aluno pelo conteúdo ou atividade proposta, como também, não esclarece o real sentido da arte em nossas vidas.
É comum também a visão do ensino de arte como passatempo, momento para relaxar e não fazer nada, aula para desestressar, ou por outro lado, a execução de kits de atividades (desenhos mimeografados ou fotocopiados para serem coloridos, etc.), que em nada contribuem para a formação do educando.
Essas atividades soltas, descontextualizadas de sentido histórico, sem embasamento técnico, não são capazes de despertar motivação em quem as pratica. Em geral quando são desenvolvidas em sala de aula é comum tomarem dois sentidos: se o professor for muito rígido em sua relação com os alunos, provavelmente, estes se mantenham apáticos e o resultado da atividade será frustrante; por outro lado, caso o professor mantenha uma relação que valoriza a autonomia dos alunos corre o risco, durante a atividade, de perder o controle sobre seu direcionamento. No final, plasticamente, o resultado é melhor visto porque é fruto de um ato de autonomia dos alunos, mas não deixa de ser frustrante.
Onde devemos centrar o foco no ensino da arte? Segundo a triangulação a assimilação só será completa se forem considerados os três lados do triângulo: o fazer, o refletir e o contextualizar. O fazer artístico é indispensável para uma boa formação em arte. As atividades práticas desenvolvidas pelos alunos sejam elas em artes visuais, dança, teatro, música ou seus variantes capacitam o educando para uma melhor compreensão da construção do objeto ou do ato artístico. Ao desenvolver todas as etapas da construção de um trabalho artístico o aluno passa a ter uma compreensão dessas etapas percebendo tratar-se do resultado de muito trabalho e dedicação ao que está sendo desenvolvido e não fruto de inspiração divina ou ato genial. O conhecimento da construção da obra quebra essa aura mística que envolve as produções artísticas e revelam, a quem as pratica, as etapas da construção do conhecimento arte, proporcionando uma relação de afinidade entre a arte e o indivíduo em construção.
O fazer artístico significativo representa um encontro consigo mesmo. É o momento onde o aluno expressa seus desejos, anseios e posturas diante das coisas do mundo que o rodeia. Esse fazer é técnico pois é o conhecimento técnico que permitirá uma maior qualidade dos trabalhos produzidos, mas, traz em si uma forte carga lúdica, onde a capacidade de recriar o mundo é infinita. O conhecimento técnico, o uso das diversas técnicas de forma correta permite a quem desenvolve um trabalho em Arte uma capacidade infinita de possibilidades diante das coisas e do mundo que o rodeia.
O poder de se expressar é inerente ao ser humano. Desde crianças aprendemos os símbolos, os signos, os ícones. Aprendemos a ler os sinais, a compreender os elementos que permitem nossa inserção no universo cultural da civilização. Mesmo que de forma não intencional estamos continuamente acrescentado novos elementos ao nosso repertório de “coisas”. Muitas dessas “coisas” (símbolos, frases, formas diversas, texturas, temperatura, paisagens, ídolos, etc.) foram assimiladas, coexistem no repertório cultural do individuo, alicerçam o caráter e a formação da personalidade e, mesmo assim, não conseguem ser expressas, transmitidas a outros através dos recursos artísticos existentes. Por que é comum as pessoas admirarem as manifestações artísticas de outrem e não se julgarem capazes de realizá-las? Por que essa “auto-barreira limitadora” é afirmada com tanta veemência levando o indivíduo a negar a si mesmo a possibilidade de desenvolver um ato artístico expressivo?
Essas questões devem ser abordadas contemplando a possibilidade de vários ângulos. Um é o próprio ambiente cultural em que a criança cresce e se desenvolve. Há, evidentemente, uma supervalorização do conhecimento científico em detrimento do emocional na sociedade ocidental. Isto leva a criança a abandonar o hábito de desenhar logo após ingressar nas séries iniciais do ensino regular.
A fase das garatujas representa o registro das primeiras impressões que a criança tem acerca das coisas e do mundo que a rodeia. O ato de garatujar é visto pela criança como a possibilidade de expressar seu eu, de mostrar, a quem a acompanha, como ela , vê e se relaciona com o seu redor. Isto se torna claro quando, abandonando as garatujas iniciais, passa a representar as pessoas próximas, as coisas próximas e, pouco a pouco, amplia essa visão para tudo que está no seu cotidiano. Se nesta fase a criança é estimulada com materiais diversos e orientada quanto ao uso correto desses materiais e possibilidades teremos um ser expressivo em potencial que usará essa capacidade criadora para questionar as coisas do mundo. Em outras palavras, se oferecermos, desde a educação infantil, uma orientação adequada, com materiais, meios e suportes diversificados, um diálogo constante sobre a importância das artes, dos artistas e do papel que ela exerceu e exerce na construção do conhecimento, formaremos adultos melhores relacionados com o fazer artístico e evidentemente produtores e consumidores de bens culturais.
A arte de Cantar com a Alma

Em verdade eu não me sinto
Nesta vida um desconhecido.
Sou filho da verdade, mas eu minto,
E por mentir nunca serei esquecido
Digo que sou um poeta!
Mais que poeta? Que poesia?
Como pode uma pessoa analfabeta
Participar com poetas na confraria?
Um poeta! Desnuda o seu eu,
Chora sua desilusão,
Cura a dor de um amor que morreu
Ao abrir-se para uma nova paixão.
Um poeta é carismático,
É introspectivo,
Um pragmático,
E essencialmente emotivo.
Tem a arte de cantar com a alma,
Mais não de fazer previsão.
Nem sempre tem a vida calma
E nem para o problema a solução!
Não se eterniza um embusteiro,
Tão pouco a tola ilusão.
Sentimento de poeta é verdadeiro,
Sabe fazer do amor e da dor, uma canção!
A arte da poesia
digamos que seja universal...
Não se vende, nem se compra,
isso não seria normal...
A emoção que ela causa é geral,
mesmo naqueles menos sensíveis...
para quem a podemos emprestar...
e é o que estou a anunciar...
Ela transforma a vida,
na mais linda de todas as artes,
na arte de viver bem,
num gostoso bem viver...
Sabendo a vida viver,
não notamos o tempo correr...
Sabendo na vida amar,
não a veremos passar...
Vivendo, simplesmente,
amando inteiramente,
poetando caprichosamente...
Melhor maneira pra não ficar demente...
Então, simplesmente,
faço este negócio de mente
para mente somente,
pense que é apenasmente
para que possa viver poetalmente...
Marcial Salaverry
A Arte Circense

Há muito, muito, muito tempo essa Arte tão encantadora toma conta das nossas ruas.
O primeiro Circo à ganhar fama foi o Circus Maximus, inaugurado em VI a.C, tendo capacidade para abrigar 150.000 pessoas. Os espetáculos incluíam corridas de carruagens, mas tempos depois foram acrescentados ao show lutas de gladiadores, apresentações de animais selvagens e a apresentação de pessoas com habilidades incomuns, como engolir fogo.
Com o rolar do tempo, artistas populares passaram a rodear as ruas, fazendo seus números para as pessoas que circulavam em praças, feiras e nas próprias entradas das Igrejas. Foi daí que surgiram então os tão conhecidos saltimbancos.

Maaassss... há indícios de que sua origem partiu da China. Lá, foram encontradas pinturas com cerca de 5 mil anos, que representavam malabaristas, acrobatas, contorcionistas, equilibristas. Porém, há vestígios como estes também, no Egito, em Roma e na Índia. Ninguém sabe ainda o lugar certo do nascimento do Circo.

Atualmente, o maior circo do mundo é o tão conhecido Cirque du Soleil. Seus espetáculos costumam representar mundos estranhos, mas sentimentos e emoções do nosso mundo, desejos nossos.
Afinal de contas, é isso que a Arte faz, não é mesmo? Representar a realidade dos nossos sentimentos e emoções.
Um abraço.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Resultado Eleições 2010
Fica aqui a minha torcida para que todos os eleitos cumpram as promessas realizadas, ou ao menos, tentem!
Mas...
Como, não pude de ficar indiferente com tantos golpes e baixarias que marcaram esse segundo turno, coloco aqui um bela charge que o Luciano Kayser fez, que resume bem a minha opinião e mais de 55% dos eleitores.

Músicas para baixar

Várias vezes, nas apresentações que realizamos, demoravá-mos muito tempo, às vezes, para achar uma música especifica ou efeito adequado, mas hoje em dia, essa dificuldade diminuiu e muito graças a internet.
Mesmo assim, muitas pessoas possuem dificuldade em procurar em sites de busca geral (Google, Bing, etc), por isso, acho interessante, postar aqui alguns links de sites, para facilitar e agilizar essa busca!
Segue os links: ==>Bee Mp3: Gosto desse site, bem variado e permite escutar antes de baixar. http://beemp3.com/
==> Depotznet: Sem dúvida o melhor para efeitos, sem custo para baixar. Recomendo! http://www.depotz.net
==>http://www.soundsnap.com/ - Esse tem alguns gratuitos
==> http://www.soundboard.com/index.aspx - Esse é muito bom! Porem é pago!
==> Wav Source: Excelente site! Para baixar, basta escolher o efeito que quer, clicar com o "direito" do mouse e "salvar link como".
http://www.wavsource.com/
==> Outro que vale a pena! http://www.bairrovilaolimpia.com.br
==> Neste site, você irá encontra diversas coisas! http://www.pedroozorio.com.br
DICA OURO: Talvez alguns já saibam, mas sei que a grande maioria não! Seguinte, os sites com sons pagos, tem uma "manha". Basta abrir o programa "Gravador de som", esse que vem com Windows, clicar em gravar e logo play no som que queres, depois é só editar e pronto! É bem fácil, se achar dificil, pergunte aqui que eu tentarei explicar, ou vá no Google, lá tem vários tutoriais bem explicadinhos!
E para finalizar esse assunto, segue uma lista com 55 sites de efeitos sonoros!
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Flash Kit
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Audio Micro
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Sound-Effect
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SoundSnap
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FindSounds
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Soungle
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SFX Source
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A1 Free Sound Effects
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Soundrangers
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Partners In Rhyme
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Soundboard
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FreeSound.org
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Acoustica
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Ljudo
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Nature Sounds
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Pac DV
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Alc Ljudprod
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Hollywood Edge
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Download Sound Effects
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SNDBRD
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Brandens
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Animal Sounds
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I Love Waves
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Simply The Best Sound
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Zero 1 Media
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Boogie Jack
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AutoSpeak
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Special Operations
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Little Music Club
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Guide to Animal Sounds on the Net
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Stoutman’s Sounds
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Cool Wavs
-
Free Audio Clips
-
Event Sounds
-
WavCentral
-
WavPlanet
-
Movie Sound Clips
-
Wav-Sounds
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TalkingWav
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Tintagel’s Free Sound File Archive
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Pachd
-
Amazing Sounds
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Wav Sound Files
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The Recordist
-
Sound Jay
-
FreeSFX
-
Sounds FX Page
-
Free Sound Effects
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Water Sounds
-
3dmm Studio
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Media College
-
Free Sound Effects Collections
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Wav Surfer
-
A1 Prank Calls
-
Sounds & Noise
Abraços e bjs
A Arte de Contar Histórias
Esse texto eu tenho ele já faz algum tempo, mas acho ele bem interessante.
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Além do lúdico, contar histórias contribui para o desenvolvimento infantil e estimula o hábito da leitura.
Perde - se no tempo a origem dos contos de fadas. Sabemos que os primeiros livros distribuídos sobre este assunto foram escritos por Perrault e pelos Irmãos Grimm, no século XVII e XVIII, respectivamente. Porém, isto não quer dizer que foram criados nesta época, porque estes escritores apenas retrataram as histórias que lhes tinha sido relatadas por pessoas, que por sua vez as tinham ouvido de seus pais e avós, histórias que pertenciam a cultura e tradição dessas famílias. Isto porque, como as histórias de fadas tratam de sentimentos inerentes ao ser humano, aos sentimentos básicos, elas têm uma tendência a surgirem espontaneamente como uma forma de expressa-los.
É a magia, o encantamento que caracterizam primeiramente os contos de fadas, seres enfeitiçados, encantados, situações que podem ser solucionadas, ou complicadas, através do inesperado do irreal. Outra característica é a independência com o tempo e com o espaço, as histórias podem acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar, simplesmente quando “ERA UMA VEZ...” as histórias são maniqueístas, ou seja, as pessoas têm qualidades extremas, não existe meio termo, elas são belas ou muito feias, se boas: de uma bondade extrema, se más: de uma qualidade sem limites.
Estas características dos contos de fadas vão ao encontro do fato do entendimento da criança se basear muito mais na emoção do que na razão, assim, as historias vão dar um contexto e significado para as emoções que elas não conseguem entender. Podemos exemplificar esta situação pela presença constante das madrastas nas histórias de fadas, isso se dá pelo sentimento de ambigüidade que as crianças tem ás vezes pelas mães. Como pode sua mãe meiga e carinhosa se tornar nervosa, tão brava e dando tantas broncas? É mais fácil entende - lá como madrasta má, que pode ser descartada facilmente, para dar lugar a mãezinha que ele tanto ama!
Assim, os contos de fadas auxiliam a estabilidade emocional das crianças. Por meio deles, as crianças podem encontrar respostas para suas ansiedades, duvidas e antever um futuro promissor. Uma prova disso é o fato dos contos de fadas acabarem sempre com um casal “FELIZ PARA SEMPRE”. Por quê? A criança vê seu pais felizes, e as histórias mostram que no futuro também lhe está reservado alguém com o qual ela viverá “feliz para sempre!”
Este tipo de conto propicia a compreensão de alguns fatos que a criança não consegue entender. Um exemplo é a história de chapeuzinho Vermelho: as crianças ouvem seus pais falarem do medo e tem medo também sem saber do que. O lobo funciona como um símbolo do perigo, de alguém com quem se precisa ter cuidado.
Pronto! O medo tem cara, pelos dentes afiados: é um lobo! E o que acontece? Ele engole Chapeuzinho o que significa que os temores se concretizaram. Porem quando aparece o caçador, ele abre a barriga do lobo e de lá sai Chapeuzinho Vermelho intacta e feliz. Esta história mostra a criança, que o medo tem forma, atua, mesmo que os terríveis males aconteçam, as ciosas podem acabar bem, o que lhe dará esperança e, conseqüentemente segurança.
Por todas essas razões, é importante os adultos, pais, avós, professores contarem histórias para suas crianças, porque além de estarem transmitido valores e exemplos de conduta, estes momentos trazem uma cumplicidade, que aumentam os laços afetivos, a confiança e a camaradagem.
Ler histórias para as crianças é muito desejável, amplia seus horizontes, trás novas perspectivas de vida, instaura o habito de leitura, porém, contar histórias pode ser um ato mais forte que ler histórias, isto porque quando o contador narra as histórias com suas próprias palavras ele dá mais confiabilidade a elas, mostra mais comprometimento com seu conteúdo e isso potencializa os benefícios citados anteriormente. E como tudo isso é mágico: a voz, com apenas entonações mais agudas ou graves, a variação do seu volume e da velocidade pode levar a criança á reinos mágicos construídos pela sua própria imaginação. E ainda, temos a nossa disposição, para aumentar a magia, desenhos, fantoches, bonecos, teatro de sombras e tantas outras técnicas.
É por tudo isso que as historias são mágicas e propiciam momentos de encantamento, porque existem crianças, mas também porque existem, e sempre existirão, homens e mulheres “crianças” que gostam de estrelas cintilantes, que se emocionam com coisas simples, que praticam o amor e acreditam em fadas...
Visão Retrospectiva, no momento da morte
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Este é um dos fenômenos mais singulares que ocorrem em todos os casos de morte natural e, até mesmo, em algumas mortes subitâneas, por acidentes diversos.
A pessoa, nos instantes finais de sua existência, vê passar diante de si, como numa tela de cinema ou num monitor de vídeo, toda a Vida que está prestes a deixar. Os primeiros meses do renascimento, a pré-infância, a infância, a puberdade, a adolescência, a juventude e a fase adulta, tudo, tudo que foi experimentado em cada um desses estágios do desenvolvimento bio-psicológico do ser humano, vem à tona com uma riqueza de pormenores, absolutamente, incomum.
Deve-se este fenômeno ao registro minucioso feito pelo corpo perispiritual de todos os acontecimentos vividos pelo ser humano em cada uma de suas existências. Nada deixa de ser fixado pelo envoltório sutil da alma, e é, graças a essa transcrição minuciosa, que podemos, aqui mesmo, em nosso mundo e, mais tarde, na Vida Espiritual, lembrar-nos de todas as nossas existências pregressas.
Essa visão retrospectiva possibilita ao ser uma contemplação crítica e analítica de todas as ações por ele praticadas, durante a última existência, num prévio julgamento consciencial, com vistas à situação que ele merece na Pátria Espiritual.
Através desse retrospecto, pode o espírito avaliar a imensa distância que ainda o separa de um viver, realmente, pautado dentro da legislação divina. Por outro lado, verifica-se, também, que até o centavo que um dia doamos, como esmola, ao mais humilde dos pedintes, ali está registrado.
0 fenômeno é instantâneo. Acontece num átimo. 0 que mais importa, entretanto, não é a sua duração, mas a sua qualidade. Mesmo os segredos mais íntimos que, por vezes, o ser humano reprime para o seu inconsciente, vêm à tona com absoluta fidelidade, numa demonstração de que nada permanecerá enterrado, para sempre, nos porões da mente.
E isto apenas confirma as palavras de Jesus, quando disse:
Nada há oculto que não venha, um dia, a ser conhecido.
Nessa retrospectiva, os fatos negativos servem de advertência, e possibilitam ao espírito entrever as conseqüências cármicas que, no futuro, eles desencadearão. Isto nas almas -mais esclarecidas, com senso de responsabilidade e noções precisas de Vida Eterna e reencarnação. Já os fatos positivos, também recordados, servem como estímulo a um maior crescimento moral e espiritual nas novas dimensões da Vida em que a alma está penetrando.
0 grande vate português Luiz de Camões, em soneto célebre, afirma: - Numa hora, encontro mil anos e é de jeito que em mil anos não encontro uma hora... De fato, o tempo psicológico do espírito e suas vivências espirituais não são medidos exteriormente com os parâmetros habituais dos ponteiros dos relógios. Esse tempo não cronológico, representado pelo acúmulo de experiências vividas, só pode ser avaliado, interiormente, em visões retrospectivas, no instante da morte, ou nos estados de emancipação da alma. No sonho, no sono hipnótico ou sonambúlico, é perfeitamente possível ao espírito reviver, em segundos, fatos que ocuparam, por vezes, metade de uma existência.
Ao despertar no Além e na posse integral dessa visão panorâmica de sua última existência, o espírito transformar-se-á no grande juiz de si mesmo, no tribunal silencioso de sua consciência...
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Cap. 25 do livro Morrer e Depois
Autor: Waldo Lima do Valle
Editora: A União
Espiritismo e Finados
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Pergunta: Amanha será 2 de novembro, que é considerado um dia dedicado aos mortos, aos finados. O respeito da legislação vigente chega inclusive a declarar a data como feriado nacional, no intuito de que as pessoas possam prestar suas homenagens ao parentes e conhecidos já desencarnados. Os espíritas são naturalmente questionados a respeito do assunto. Como a Doutrina Espírita encara este tema?
Resposta: Realmente o tema desperta algumas dúvidas. Mesmo alguns companheiros espíritas perguntam se devem ou não ir aos cemitérios no dia 2 de novembro, se isto é importante ou não. Antes de tudo, lembremos que o respeito instintivo do homem pelos desencarnados, os chamados mortos, é uma conseqüência natural da intuição que as pessoas têm da vida futura. Não faria nenhum sentido o respeito ou as homenagens aos mortos se no fundo o homem não acreditasse que aqueles seres queridos continuassem vivendo de alguma forma. É um fato curioso que mesmo aqueles que se dizem materialistas ou ateus nutrem este respeito pelos mortos.
Embora o culto aos mortos ou antepassados seja de todos os tempos, Leon Denis nos diz que o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, antigo povo que viveu na região que hoje é a França. Os druidas, um povo que acreditava na continuação da existência depois da morte, se reuniam nos lares, não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.
A noção de imortalidade que a maioria das pessoas tem, no entanto, ainda é confusa, fazendo com que as multidões se encaminhem para os cemitérios, como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que pereceram. O Espiritismo ensina o respeito aos desencarnados como um dever de fraternidade, mas mostra que as expressões de carinho não precisam ser realizadas no cemitério, nem é necessário haver um dia especial para que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas.
Pergunta: Mas para os espíritos desencarnados o dia 2 de novembro têm alguma coisa mais solene, mais importante? Eles se preparam para visitar os que vão orar sobre os túmulos?
Resposta: É preciso entender que nossa comunicação com os desencarnados é realizada através do pensamento. As preces, as orações, são vibrações do pensamento que alcançam os espíritos. Nossos entes queridos desencarnados são sensíveis ao nosso pensamento. Se existe entre eles e nós o sentimento de verdadeira afeição, se existe esse laço de sintonia, eles percebem nossos sentimentos e nossas preces, independente de ser dia de finados ou não.
Esse é o aspecto consolador da Doutrina Espírita: a certeza de que nossos queridos desencarnados, nossos pais, filhos, parentes e amigos, continuam vivos e continuam em relação conosco através do pensamento. Não podemos privar de sua presença física, mas o sentimento verdadeiro nos une e eles estão em relação conosco, conforme as condições espirituais em que se encontrem. Realizaram a grande viagem de retorno à pátria espiritual antes de nós, nos precederam na jornada de retorno, mas continuam vivos e atuantes.
Um amigo incrédulo uma vez nos falou: "Só vou continuar vivo na lembrança das pessoas". Não é verdade. Continuamos tão vivos após a morte quanto estamos vivos agora. Apenas não dispomos mais deste corpo de carne, pesado e grosseiro.
Então, os espíritos atendem sim aos chamados do pensamento daqueles que visitam os túmulos. No dia 2 de novembro, portanto, como nos informam os amigos espirituais, o movimento nos cemitérios, no plano espiritual, é muito maior, porque é muito maior o número de pessoas que evocam, pelas preces e pelos sentimentos, os desencarnados.
Pergunta: E se estes desencarnados pudessem se tornar visíveis, como eles se mostrariam?
Resposta: Com a forma que tinham quando estavam encarnados, para que pudessem ser reconhecidos. Não é raro que o espírito quando desencarne sofra ou provoque alterações na sua aparência, ou seja no seu corpo espiritual. Espíritos que estão em equilíbrio mental e emocional podem se apresentar com uma aparência mais jovem do que tinham quando estavam encarnados, enquanto outros podem inclusive adotar a aparência que tinham em outra encarnação. Por outro lado, espíritos que estão em desequilíbrio podem ter uma aparência muito diferente da que tinham no corpo, pois o corpo espiritual mostra o verdadeiro estado interior do espírito.
Pergunta: E quanto aos espíritos esquecidos, cujos túmulos não são visitados? Como se sentem?
Resposta: Isto depende muito do estado do espírito. Muitos já reconhecem que a visita aos túmulos não é fundamental para se sentirem amados. Outros, no entanto, comparecem aos cemitérios na esperança de encontrar alguém que ainda se lembre deles e se entristecem quando se vêem sozinhos.
Pergunta: A visita ao túmulo traz mais satisfação ao desencarnado do que uma prece feita em sua intenção?
Resposta: Visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável. Apenas é desnecessária, pois a entidade espiritual não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar. A prece ditada pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo desencarnado.
Pergunta: No ambiente espiritual dos cemitérios comparecem apenas os espíritos cujos corpos foram lá enterrados?
Resposta: Não. Segundo as narrativas, o ambiente espiritual dos cemitérios fica bastante tumultuado no chamado Dia de Finados. E isto ocorre por vários motivos. Primeiro, como já dissemos, pela própria quantidade de pessoas que visitam os túmulos. Cada um de nós levamos nossas companhias espirituais, somos acompanhados pelos espíritos familiares. Depois, porque muitos espíritos que estão vagando desocupados e curiosos do plano espiritual também acorrem aos cemitérios, atraídos pelo movimento da multidão, tal como ocorre entre os encarnados. Alguns comparecem respeitosos enquanto outros se entregam à galhofa e à zombaria.
Pergunta: E existem espíritos que permanecem fixado no ambiente do cemitério depois de sua desencarnação?
Resposta: Sim, embora esta não seja um ocorrência comum. Além disso, devemos nos lembrar que nos cemitérios, bem como em qualquer lugar, existem equipes espirituais trabalhando para auxiliar, dentro do possível, os que estão em sofrimento.
Pergunta: Os espíritos ligam alguma importância ao tratamento que é dado ao seu túmulo? As flores, os enfeites, as velas, os mausoléus, influenciam no estado espiritual do desencarnado?
Resposta: Não. Somente os espíritos ainda muito ligados às manifestações materiais poderiam se importar com o estado do seu túmulo, e mesmos estes em pouco tempo percebem a inutilidade, em termos espirituais, de tais arranjos. O carinho com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto. Não devemos converter as necrópoles vazias em "salas de visita do além", como diz Richard Simonetti. Há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que partiram.
Pergunta: E que tipo de local seria este?
Resposta: O lar! Nossos entes familiares que já desencarnaram podem ser lembrados na própria intimidade e no aconchego de nosso lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas. Eles sempre preferirão receber nossa mensagem de saudade e carinho envolvida nas vibrações do ambiente familiar. Qualquer que seja a situação espiritual em que eles se encontrem, serão alcançados pelo nosso pensamento. Por isso, devemos nos esforçar para, sempre que lembrarmos deles, que nosso pensamento seja de saudade equilibrada, de desejo de paz e bem-estar, de apoio e afeto, e nunca de desespero, de acusação, de culpa, de remorso.
Pergunta: Mas a tristeza é natural, não?
Resposta: Sim, mas não permitamos que a saudade se converta em angústia, em depressão. Usemos os recursos da confiança irrestrita em Deus, da certeza de Sua justiça e sua bondade. Deus é Amor, e onde haja a expressão do amor, a presença divina se faz. Vamos permitir que essa presença acalme nosso coração e tranqüilize nosso pensamento, compreendendo que os afetos verdadeiros não são destruídos pela morte física, não são encerrados na sepultura. Dois motivos portanto para não cultivarmos a tristeza: sentimos saudades – e não estamos mortos; nossos amados não estão mortos – e sentem saudades...Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, envolvendo a saudade com a esperança, sentiremos a presença deles entre nós, envolvendo nossos corações em alegria e paz.
Finados no México
Ernesto Arosio
![]() Logotipo de uma campanha do Centro Cultural Aztlan |
o México, o dia dos finados é um dia especial nas tradições populares. Misturando formas de devoções de origem cristã com ritos centenários das antigas culturas, o povo criou uma comemoração única no mundo, uma maneira alegre e feliz, quase irônica, de contato com seus antepassados. Alguns turistas até batizaram esse dia como o “carnaval dos mortos”. De fato, podem existir excessos e abusos nas comemorações do dia, mas, no seu mais profundo significado, é para o povo se sentir, neste dia, perto dos parentes falecidos, na alegria do convívio, desmistificando a morte e os fantasmas que assustam tantas outras culturas ocidentais.
A festividade começa no dia primeiro de novembro. Nas casas, preparam-se as oferendas sobre mesas enfeitadas com aquilo que de melhor se possui:
- toalhas bordadas, velas, flores, incenso, comidas e bebidas. Confeccionam-se as tradicionais caveiras de chocolate em cores fortes e, com o pão, modelam-se ossos humanos e alegres e coloridos esqueletos que, como verdadeiras marionetes, podem imitar as danças. Os esqueletos femininos são enfeitados com perucas e batom. Sobre o altar, além das imagens da Virgem de Guadalupe e de santos, há fotos, instrumentos de trabalhos e de diversão dos falecidos. Parentes e amigos passam de casa em casa entretendo-se em longas conversas, comendo e bebendo. Outros altares são preparados nas igrejas e nos cemitérios.
Grandes cruzes, feitas de flores amarelas – a cor da morte –, ladeiam as ruas no caminho ao campo-santo. No dia 2, data dedicada à lembrança dos finados, bem de manhã, todos se encaminham aos cemitérios, levando flores e alimentos em clima de alegria e de camaradagem. Não há choro nem sinais de luto, mas somente de festa e alegria. O povo vai ao cemitério para ficar em companhia dos mortos, como se estes estivessem vivos e participassem da comemoração. Sobre os túmulos se reza, come-se, bebe-se e se festeja. A morte não assusta e o cemitério se transforma numa grande praça de alegria com cantos, música e danças.
As crianças brincam livremente entre as tumbas, os vendedores ambulantes oferecem sua mercadoria e muito algodão doce. Neste dia, a prioridade não é a oração de sufrágio, mas a alegria de se sentir bem próximo dos parentes falecidos. De tarde, no lugar central do cemitério, debaixo de uma cobertura enfeitada, reza-se a Missa. Carnaval?! Talvez! Mas tais tradições populares e festivas existem para humanizar a morte e para conviver com ela como um acontecimento natural da vida. O povo olha para ela até com simpatia, sem perder o sentido da fé na vida futura.
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HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS

(Finados Católico)
O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
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CRENDICES E SUPERSTIÇÕES COM
A MORTE
Algumas hilárias, outras diferentes e talvez, estranhas... Claro, todos com comentários meus!
• Quando morre uma pessoa, deve-se abrir todas as portas para a alma sair. Fecham-se porém os fundos da casa. A alma deve sair pela frente. A casa não deve ser fechada antes de sete dias pois o fel (as vísceras) do defunto só se arrebentará nesse prazo. Então a alma vai para o seu lugar. A novena de defunto é para a alma ir para onde foi destinada.- Boa essa!
• Não se deve chorar a morte de um anjinho, pois as lágrimas molharão as suas asas e ele não alcançará o céu. -Alguém ai tem um detector de anjinhos?
• Homem velho que muda de casa, morre logo. - Poxa, vou preparar o testamento!
• Quando a pessoa tem um tremor, é porque a morte passou por perto dela. Deve-se bater na pessoa que está próxima e dizer: Sai morte, que estou bem forte. -Boa, agora tenho alguma justificativa quando eu batia no meu irmão, hehehe
• Acender os cigarros de três pessoas com um fósforo só, provoca a morte da terceira pessoa. Outra versão: morrerá a mais moça dos três fumantes.-O ministério da saúde acredita que os três vão..
• Derrubar tinta é prenúncio de morte.- poxa, novamente!
• Quando várias pessoas estão conversando e param repentinamente, é que algum padre morreu. -Bá, então morre em média mais de 130 milhões de padres por hora!
• Perder pedra de anel é prenúncio de morte de pessoa da família. - Nessas alturas eu deveria estar sem parentes então!
• Quando uma pessoa vai para a mesa de operação, não deve levar nenhum objeto de ouro, pois se tal acontecer, morre na certa. - ?
• Não presta tirar fotografia, sendo três pessoas, pois morre a que está no centro.
• Não se deve deitar no chão limpo, pois isso chama a morte para uma pessoa da família. - Pensei que fosse questão de higiene...
• Quando pessoas vão caçar ou pescar, nunca devem ir em número de três, pois uma será picada por cobra e morrerá na certa.- Mas que implicância com três...
• Quem come o último bocado morre solteiro. - Ou é guloso!
• Se acontece de se ouvir barulho à noite, em casa, é que a morte está se aproximando. - ou que Alguém está se aproximando...
• Quando morre uma pessoa idosa, morre logo um anjo seu parente (criança) para levar aquela para o céu.
• Defunto que está com braços duros, amolece-os se pedir que assim faça.- Não testei isso ainda
• Defunto que fica com o corpo mole é indício de que um seu parente o segue na morte.
• Quando o defunto fica com os olhos abertos é porque logo outro da família o seguirá.
• Não se deve beijar os pés de defunto, pois logo se irá atrás dele, morrendo também.- E isso é eca...
• Na hora da morte, fazer o agonizante segurar uma vela para alumiar o caminho que vai seguir.
• Quando uma pessoa jogar terra sobre o defunto na cova, deve pedir ao mesmo que lhe arranje um bom lugar no além. Se ele for para um bom lugar, arranjará; se para um mau quem pede está azarado. Bom é pedir lugar para o cadáver de um anjinho, pois este sempre vai para um bom lugar.
• Não se deve trazer terra do cemitério quando se volta de um enterro, pois ela traz a morte para a casa.- Alguém já fez isso?
• A pessoa que apaga as velas após a saída do enterro morrerá logo. É bom colocar perto do caixão do defunto um copo d’água benta. - Pois ele pode ficar com sede,,,
• Não presta ver muitos enterros de desconhecidos, pois com isso se chama a morte para si.- E indica que tem algum problema mental
• Não presta acender só três velas para defunto; deve-se acender quatro. - Tá barato a vela...
Brincadeiras a parte, vamos adiante, pois temos varias formas de encarar o dia de finados, a grande maioria, repleta de dogmas e rituais.