terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DICAS: Edição para boas filmagens 02

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Programas para manipulação de fotos x edição de vídeo

Programas para manipulação de fotos, como o Abobe Photoshop por exemplo, podem ser empregados durante a edição de vídeos. A maioria dos programas de edição aceita arquivos gerados em outros, como na dupla Photoshop e Premiere. Neste exemplo, imagens criadas utilizando layers podem ser importadas para dentro do Premiere - uma layer por vez. Fundos para títulos podem ser criados através de diversas funções de manipulação de imagens e desenhos do programa de tratamento de imagens.
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Strobe

Para salvar trepidação
cenas que se tornariam inaproveitáveis devido à trepidação acidental da câmera podem ser "salvas" se o efeito strobe for acrescentado às mesmas, iniciando-se um pouco antes e terminando um pouco depois do trecho com problema. A dica aqui é disfarçar a trepidação com "mais" trepidação.

sugestão: criando elementos inexistentes pode-se usar o poder da sugestão na criação de elementos inexistentes em determinada cena, apenas editando-se determinadas cenas uma após outra. Um dos 'clichês' mais comuns consiste em mostrar um prédio visto de baixo para cima e a seguir uma cena dentro de um escritório. Embora na quase totalidade das vezes o referido escritório não encontre-se no prédio em questão e sim em um estúdio, para quem assiste o poder da sugestão funciona: tem-se a impressão de que a cena passa-se dentro do prédio mostrado.

Existem diversas outras variações deste truque. Mostrar um ônibus estacionando na calçada em uma cena e na próxima alguém descendo de um caixote colocado na calçada é uma delas; neste caso, basta na segunda cena excluir o caixote do enquadramento e fazer o corte inicial da cena a partir do ponto médio entre o início e o fim da descida, para transmitir a idéia de que a pessoa desceu do ônibus mostrado. O som (barulho do motor) é um elemento muito importante neste caso: a trilha sonora da primeira cena deve ser mantida durante a segunda cena. A idéia básica é a mesma, quer seja utilizado o ônibus ou um helicóptero (ventilador atrás do caixote) ou um trem (grupo de pessoas atrás "saindo" e "entrando").

As possibilidades são inúmeras: mostrar o balcão de caixas em um Banco e depois, em close, mãos trocando um cheque por dinheiro (cena que pode ser gravada em outro lugar), um pescador puxando com grande esforço a linha através do caniço (cujo anzol foi amarrado a uma pedra no fundo d'água) e depois o mesmo posando ao lado de um enorme peixe preso no mesmo caniço, a cena (também 'clichê') onde alguém é mostrado do lado de fora batendo na porta de uma casa e entrando, para a seguir ser mostrada outra cena feita do lado de dentro da casa (na verdade um estúdio), etc... etc.... Basta usar a criatividade, sempre levando-se em conta a regra: o vídeo é uma janela, através da qual o mundo é observado; o que não se vê através dela mas é sugerido, tem existência "real" na mente do expectador.


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Surround: aproveitando um sistema de home theather já existente para se trabalhar com surround em um sistema de edição não linear, é necessário que o computador possua uma placa de som que suporte multi-canal, além de caixas de som apropriadas, normalmente 5, duas posicionadas à frente do observador (lado esquerdo e direito), duas atrás (idem) e uma para frequências baixas, o subwoofer (que não exige posicionamento especial). Uma opção, se já existir um sistema de home theather montado próximo ao local da estação de trabalho, é instalar no computador uma placa de som que possua saída óptica de áudio. Com o uso de um cabo óptico, é possível conectar esta saída a uma entrada auxiliar do mesmo tipo no amplificador do home theather (algumas vezes utilizada para entrada de áudio de um DVD player por exemplo). Uma das vantagens dessa montagem é poder testar o áudio surround em um sistema de home theather já montado com essa finalidade, ao invés do arranjo das caixas ao redor da ilha de edição, nem sempre um local acústico apropriado para essa finalidade, devido ao posicionamento das caixas (distância), revestimentos do local, ruídos, etc...


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Swish pan

Durante a fase de edição, um movimento específico da câmera pode ser utilizado como transição entre uma cena e outra: trata-se do swish pan. Este tipo de transição, que surgiu com os antigos noticiários em forma de filmes para separar uma notícia de outra é muito fácil de ser feito: basta efetuar uma panorâmica rápida com a câmera, em velocidade suficiente para desfocar a imagem, transformando pontos luminosos em riscos na tela. Quanto mais elementos tiver a cena durante a panorâmica, melhor: um céu azul não formará o efeito por exemplo, o oposto do que acontecerá com um tapete decorado no chão ou o público em uma arquibancada.


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Títulos x aparência dos mesmos na TV quando gerados no micro deixar sempre margens de segurança nas bordas: o aparelho de TV 'corta' sempre um pequeno pedaço da imagem, tanto na direção vertical como na horizontal.


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Títulos x cores evitar cores facilmente saturáveis no monitor de vídeo, como o vermelho por exemplo.

Títulos x cores na TV quando gerados no micro verificar sempre através de um monitor de TV as cores, antes de efetuar a gravação: a maioria das cores não é reproduzida da mesma maneira no micro e na TV, em termos de tonalidade, brilho, etc...


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Títulos x cuidados no scrolling

Como a quase totalidade dos televisores funciona no modo interlaced (campos alternados desenhados na tela, primeiro as linhas pares, depois as ímpares, de novo as pares e assim por diante), alguns cuidados devem ser tomados no scrolling vertical de títulos (rolagem vertical das linhas de texto). Se a velocidade de rolagem for muito baixa, é possível que ocorra a situação de determinados pedaços das letras (traços horizontais) ficarem piscando momentaneamente, se esses trechos caírem justamente em cima de uma ou duas linhas alternadas do sinal de vídeo. Como cada campo aparece de modo alternativo em relação ao outro, o trecho passará a piscar (flicker), apresentando assim aspecto ruim. A dica é ajustar a velocidade de rolagem para pelo menos 2x a velocidade de desenho das linhas na tela. Isso corresponde, de modo geral, a um tempo em torno de 4 segundos para a linha percorrer, verticalmente, a tela de baixo para cima (geralmente o scrolling é feito nesse sentido).


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Títulos x criatividade

Softwares de edição de vídeo geralmente incluem um módulo agregado para geração de textos, através do qual inúmeros tipos e formatos de títulos podem ser criados. Na edição linear - com menos possibilidades - é possível gerar títulos com tituladores. No entanto existe uma outra possibilidade, quase nunca explorada, que pode tornar um título criativo e diferenciado. Trata-se da opção de compô-lo na câmera, antes da fase de edição. Além da gravação de placas e de títulos impressos em papel, tem-se a opção de montá-los através do uso dos mais diferentes tipos de materiais. Alguns exemplos, nos quais transições existentes na própria câmera, como dissolve, podem ser utilizadas:

Escrever com guache em papel cartão; escrever com pincel atômico; usar giz em uma lousa; usar blocos de madeira/plástico de jogos infantis com letras; idem utilizando a função time-lapse (algumas câmeras não possuem) que grava alguns segundos e pára automaticamente (momento em que uma nova letra é acrescentada);

Usar pedaços de palitos de fósforo; idem opção time-lapse; colocar um vidro grande na frente da câmera e pedir para alguém escrever com tinta spray com a câmera ligada (posteriormente na edição inverter a imagem horizontalmente para a escrita tornar-se legível); riscar na areia da praia; ir jogando cartões com as inscrições uns sobre outros, em cima de uma mesa; ir virando as páginas de um livro real (existe o efeito virtual em software); big-close em uma máquina de escrever; ir desvirando as peças de um dominó, com time lapse, onde do outro lado aparecem as letras; usar batom em um espelho ou vidro; mostrar letreiros 'escondidos', como plaquinhas em um sanduíche; close de mãos abrindo um convite; gravar os títulos aparecendo em uma tela de monitor de microcomputador; idem na tela da TV; usar tinta à óleo sobre tela; usar tiras plásticas escritas por rotuladores; usar bordado em tecido; carrinho de brinquedo caminhando sobre mapa para indicar determinado percurso (com time lapse); enfim, as possibilidades são inúmeras.


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Títulos x efeitos de iluminação sobre papel

Títulos impressos em papel, quando gravados, permitem efeitos interessantes obtidos através da iluminação dos mesmos. Assim, colocando-se por exemplo uma lanterna deitada, acesa ao lado da borda do papel, é possível criar efeitos de fachos de luz iluminando as letras lateralmente. Variações podem ser obtidas com o uso de mais de uma lanterna ou com celulóides coloridos sobrepostos às mesmas. É possível também movimentar lentamente a lanterna durante a gravação (facho 'varrendo' o texto de alto a baixo), ou destacar a rugosidade da textura do papel colocando-a muito próximo da superfície do mesmo. Opcionalmente a lanterna pode ser trocada por uma luminária elétrica.


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Títulos x fontes de linhas finas

Fontes com traçado fino em suas linhas devem ser evitados, não só por terem legibilidade menor, mas também por sofrerem mais com a compressão da imagem, comum por exemplo no momento de fazer-se uma autoração, gerando um DVD cujo conteúdo, em MPEG2, é criado a partir de um original em ".avi". O processo de compressão apresenta com frequência os chamados "artefatos de compressão", tanto mais visíveis quanto maior for a taxa de compressão aplicada. Alguns trechos podem ter pixels aparecendo com uma "sombra colorida" à sua volta por exemplo. Isso é mais comum em regiões da imagem com bordas contendo alto contraste, e aplicado a finas linhas das letras de alguns fontes torna a aparência dessas linhas um pouco "borrada", fato notado principalmente em televisores de baixa resolução. A dica então é procurar evitar esses tipos de fontes, optando pelos de traçado mais espesso.


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Títulos x fontes do tipo sans serif

Em fontes de letras, o termo "serif" indica as pontas finas que fazem parte do desenho das letras. Assim por exemplo, o fonte "Times New Roman" possui as extremidades da letra "S" maiúscula em forma de pontas afinadas, o mesmo não acontecendo para os fontes Arial e Helvética. Para melhor legibilidade em vídeo (cujo conteúdo pode vir a ser mostrado não só em grandes telas com boa definição com em telas pequenas de TVs convencionais) o ideal é utilizar fontes com letras sem essas pontas, conhecidos como "sans serif" (sem serif).


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Títulos x gravação no VCR a partir do micro

Se o micro possuir saída de vídeo NTSC, basta conectá-la à entrada de vídeo do VCR (normalmente plugs do tipo RCA); a imagem mostrada na tela do micro será gravada na fita. Se esta saída não existir, é possível conectar ao sistema um aparelho denominado scan converter, que converte o sinal de imagem do micro (non-interlaced) para o sinal de imagem utilizado no vídeo (interlaced). A saída do sinal de vídeo da CPU do micro, antes ligada no monitor de vídeo, passa a ser ligada na entrada deste aparelho, que divide o sinal e emite dois sinais em sua saída. Um deles é direcionado para o monitor de vídeo do micro, o outro para a entrada de vídeo do VCR.


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Títulos x impressão em papel brilhante

Evitar imprimir em papéis (para impressora jato de tinta) do tipo 'papel brilhante' para impressão de fotos e gráficos e também em filmes para transparências: estes tipos de materiais refletem a luz facilmente, tornando mais difícil a eliminação dos reflexos.


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Títulos x impressão em papel para uso posterior do zoom

Imprimir o título em tamanho de fonte bem pequeno, o menor possível. Focalizá-lo com o zoom ajustado para o valor máximo de tele. Travar o foco. Então, iniciar a gravação, efetuando zoom out bem lentamente, através do uso do controle remoto da câmera (para evitar vibrações na mesma decorrentes da operação manual da tecla de zoom). O inverso também pode ser feito (aproximação), e recursos de efeitos da câmera podem ser utilizados, como dissolve no início/fim da gravação.

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Títulos x impressora jato de tinta

Desenhar em um microcomputador títulos para depois imprimí-los em uma impressora de jato de tinta colorida gravando-os a seguir pode gerar bons resultados. Após a impressão, a folha deve ser deixada de lado por alguns minutos até a tinta secar completamente, tomando-se o cuidado extremo de não curvá-la / flexioná-la: o papel assimila facilmente ondulações permanentes, difíceis de serem removidas. Estas ondulações, no momento da gravação, ficarão visíveis uma vez que a iluminação utilizada sempre é a lateral.

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Títulos x kerning de fontes

Compor um título na tela do micro da estação de edição é bem diferente de tentar lê-lo na tela de um televisor: a distância não é a mesma e a resolução da tela não é a mesma. De longe, com menor resolução, textos podem ficar difíceis de serem lidos. Uma providência que pode ser útil (em alguns casos), é aumentar o espacejamento entre as letras do título, algo como fazer (a a a a) ao invés de (aaaa). O espaçamento de caracteres recebe nos softwares de edição de textos o nome "kerning". Ajustando-se o valor do kerning utilizado, pode-se afastar todas as letras de uma só vez, umas das outras, ou então aproximá-las, dentro de um certo limite de espaço, melhorando sua legibilidade.

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Títulos x legibilidade na TV

Quando gerados no micro a resolução da tela de TV é menor do que a do micro: títulos que se parecem ótimos no micro podem não ser bem legíveis na TV. Para tanto, evitar tipos pequenos, com detalhes e muitos recortes e verificar sempre o aspecto do mesmo em um monitor de TV antes de efetuar a gravação.

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Títulos x linhas finas horizontais

Linhas finas horizontais, geralmente empregadas em páginas da Internet para separação de assuntos e setores, devem ser evitadas no vídeo. Como a quase totalidade dos televisores funciona no modo interlaced (campos alternados desenhados na tela, primeiro as linhas pares, depois as ímpares, de novo as pares e assim por diante), é possível que essa linha fina venha a cair justamente em cima de uma ou duas linhas do sinal de vídeo. Com, isso, como cada campo aparece de modo alternativo em relação ao outro, a linha passará a "piscar" (flicker), apresentando assim aspecto ruim.
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Títulos x posicionamento

Quando gravados a partir de papel títulos impressos em papel podem ser posicionados em um suporte de partitura para serem gravados ou então fixados em uma parede. Outra possibilidade é no chão ou na superfície de uma mesa. Em todos os casos descritos é imprescindível o uso de um tripé para fizar a câmera e esta deve ser posicionada de modo que a linha que liga a lente da câmera ao papel fique perpendicular ao mesmo. Se isto não for feito, ocorrerão distorções nas linhas retas das letras. Ainda em favor da estabilidade da imagem é o uso do controle remoto (se a câmera o tiver) para controlar o Rec/Pause durante a gravação. Alguns controles permitem até mesmo ajustar o nível do zoom utilizado.

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Títulos x posicionamento de elementos


O olho humano está acostumado a ler, nas culturas tradicionais ocidentais, da esquerda para a direita e de cima para baixo. Assim, ao compor imagens em um título, como fotos, palavras, etc..., essa forma de leitura deve ser respeitada. Na verdade, o que deve ser feito é prever que o espectador irá procurar ler dessa maneira. Assim, dispor, por exemplo, um texto com várias linhas no centro de duas imagens menores do que o comprimento vertical do mesmo, uma à sua esquerda e outra à sua direita, fará com que o espectador veja a imagem da esquerda, começe a ler o texto, pare para ver a imagem da direita, volte para o texto, ou então veja a imagem da esquerda, depois a da direita, depois volte para o texto. Um arranjo melhor e mais lógico consiste em colocar as imagens à esquerda, mais acima, depois, á direita, mais abaixo o texto. Este é somente um exemplo, simples, mas a dica é seguir a regra da leitura para uma melhor comunicação.

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Títulos x projeção de slides / transparências

Na montagem de títulos, uma opção interessante pode ser o uso de um projetor de slides ou de transparências. Projetar a imagem do slide sobre objetos - cortinas, paredes com textura, etc.., pode gerar efeitos interessantes. Outra opção é projetar sobre a pele de uma pessoa e captar a seguir a imagem. No caso do projetor de transparências, após gerar as letras do título no micro e imprimí-las nas transparências, projetá-las sobre objetos diversos - um pedaço de madeira, um tecido extendido, etc... A idéia é compor na imagem, o fundo - superfície da madeira por exemplo - com as letras. Colocar a câmera ao lado do projetor se não for desejada distorção na imagem ou não, se a distorção fizer parte do título a ser montado. Pode-se trabalhar com o foco do projetor, a distância do mesmo à superfície onde a imagem se forma, etc...

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Títulos x quantidade de fontes

Assim como estabelecem as regras da boa comunicação na imprensa escrita e na Internet, também no vídeo altumas delas são válidas. Como a que diz que a quantidade de fontes diferentes deve ser restrita. Não mais do que 2 ou então 3 tipos diferentes de fontes deve ser utilizado em determinado trabalho. O uso de poucos fontes permite obter concisão na comunicação, passando o fonte x ou o fonte y a ter significado específico. Assim, por exemplo, em um vídeo de propaganda de uma empresa, toda vez que aparecer o nome de um produto é utilizado o mesmo fonte (tipo, tamanho, cores e efeitos), outro fonte é reservado para texto comum, etc...

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Títulos x sombreamento do fonte

Alguns recursos do editor de textos existente nos programas de edição-não-linear podem ser utilizados para melhorar a legibilidade das letras nos títulos. Um desses recursos é o contorno (outline), útil principalmente para destacar as letras de determinados fundos com cor parecida com a das mesmas. Sombras melhoram ainda mais a legibilidade, dando a impressão de que as letras tem 3 dimensões, destacando-se do plano de fundo.

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Títulos x tamanho do fonte empregado

Deve sempre ser lembrado que o que é legível na tela do micro da estação de trabalho deverá ser legível também na tela comum da TV, muitas vezes vista à boa distância, em condições péssimas de iluminação ambiente e em uma TV com baixa resolução. Assim, o ideal é fazer alguns testes iniciais até determinar o melhor tamanho a ser empregado. Muito pequeno resulta em pouca legibilidade e muito grande, em um aspecto amador. O ideal é um tamanho intermediário, mas ainda assim, maior do que o normalmente empregado em títulos em programas de edição de texto.

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Títulos x vampirismo

Bo momento de colocar algum título sobre uma imagem, deve-se ter em mente que o título, e somente ele (suas letras), é importante. Programas de edição permitem o uso de efeitos os mais variados possíveis, como colocar uma moldura ao redor da imagem com o título ao centro por exemplo. Como opção, essa moldura pode ser animada, com variação de formas e cores. O resultado final é que a moldura acaba chamando mais a atenção do expectador do que o próprio título, "sugando" sua atenção, daí o termo "vampirismo" para esse problema. Existem diversas situações e variações de vampirismo. Letreiros podem ser utilizados durante um programa para indicar por exemplo o nome de alguém concedendo uma entrevista. Neste caso, sua única finalidade é informar o nome e por isso, deve ser o mais simples e discreto possível. O expectador deve ter sua atenção desviada somente para ler o título e voltar a ver a imagem, e não para ficar observando alguma animação interessante efetuada sobre o mesmo. Já na abertura de um programa por exemplo, tudo o que se quer é chamar a atenção sobre o título, caso inverso, onde ele é o mais importante e portanto pode receber todo o destaque possível.

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Títulos x vazamento de cor

Determinadas cores, como o vermelho, devem ser evitadas em títulos, pois o vídeo possui tendência a "vazá-las" para fora da área delimitada pelas letras. Assim, enquanto a cor azul por exemplo permanece dentro dos limites do contorno de uma determinada letra, variações de tons vermelhos, especialmente os mais vivos, podem extravasar ligeiramente esses limites (o chamado "vazamento"), na forma de pequenos borrões em cima dos contornos. O problema, praticamente inexistente na tela do computador, certamente aparecerá na tela do monitor ou TV alimentada com o sinal de vídeo. Se for necessário o uso dessa cor, uma forma de amenizar bastante o problema é usar um contorno externo às letras (outline) na cor preta.

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Títulos x viagens

Gravar alguns segundos de closes de placas indicativas dos locais, setas indicativas na estrada, placas colocadas em parques, ruas, postes, etc... pode render excelentes títulos no momento da edição.

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Títulos x tamanho da tela

Ao colocar um título no trabalho deve ser levada em conta uma margem em todos os lados (superior, inferior, esquerdo e direito); os aparelhos de TV geralmente 'cortam' alguns centímetros das bordas da imagem, uns mais, outros menos e um título perfeitamente ajustado em uma das margens pode ter sua leitura prejudicada quando exibido. Uma regra segura portanto é deixar sempre uma boa margem nos lados.

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Títulos x tempo na tela

Títulos devem ser mantidos na tela o tempo suficiente para que o público possa lê-los mas... como calcular este tempo? Uma regra simples é calcular o tempo lendo o texto em velocidade menor do que a habitual, imitando alguém com leitura vagarosa; se para este tipo de leitura o tempo for suficiente, com certeza também será para os demais assistentes.

Títulos x zoom: Para títulos gravados a partir de papel impresso, posicionar a câmera entre 2 a 1 palmo de distância do papel permite a utilização de um nível adequado de zoom - dependendo do tamanho das letras. A idéia aqui é de que se a câmera está muito longe do papel, será necessário aproximar o zoom, o que diminui distorções ópticas típicas da posição grande angular, porém deixa a câmera mais vulnerável a imagens tremidas, se acidentalmente a mesma for movida. Por outro lado, se a câmera estiver muito perto do papel, o ajuste do zoom necessário pode ser grande angular, causando as distorções citadas acima.

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Uso da saída HDMI

Existente em algumas câmeras de vídeo a presença de conectores do tipo HDMI (High-Definition Multimedia Interface) tornou-se comum em algumas câmeras, principalmente do segmento consumidor. Este tipo de conexão para áudio e vídeo em alta definição (HD) também é encontrado com frequência em home theaters. E, de fato, transmite um sinal HD com a maior qualidade possível gerada pela captura da câmera, normalmente 1080 x 1920 pixels (full HD). No entanto, este sinal diminui de qualidade ao ser gravado na mídia existente na câmera, como por exemplo em uma fita HDV. Nesta, as imagens são comprimidas (bastante comprimidas no caso do HDV por exemplo, através do codec MPEG2) antes de serem gravadas. O que ocorre então é que o sinal através do conector HDMI pode ser emitido antes ou então depois de ser gravado na fita (ou cartão). Antes, se a câmera estiver trabalhando "on-line", registrando um evento ao vivo por exemplo. E depois, se a câmera estiver reproduzindo o conteúdo gravado na fita/disco, já comprimido. O sinal somente terá então qualidade full HD se captado antes da gravação, na situação de câmera transmitindo ao vivo. Neste caso, ele pode ser levado até um computador mantendo essa qualidade: existem placas de captura especializadas em tratar sinais desse tipo, onde existem 2 conectores HDMI, um de entrada e outro de saída.

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Uso de efeitos de transição

O uso de efeitos de transição entre uma cena e outra deve ser o menor possível. Embora a maioria dos softwares de edição-não-linear apresentem centenas de efeitos, a quase totalidade das transições deve ser feita em corte seco (corte simples, sem efeito algum, apenas justapondo-se uma cena à outra). O efeito só deve ser utilizado quando for realmente necessário para acrescentar alguma informação ao que está sendo mostrado - por exemplo a imagem que fica ondulando e se funde com outra, para remeter a algo que ocorreu no passado. A tela que se divide verticalmente ao meio, para mostrar duas ações ocorrendo simultaneamente, os fade-in / fade-outs (início / fim de uma história) e outros podem ser utilizados, sempre criteriosamente. Mas o excesso de efeitos de transição, colocados sem motivo, chama a atenção do expectador para a transição - e não para o que está sendo mostrado no vídeo, passando uma idéia amadorística e tornando o programa cansativo e pouco atraente. Novamente, tudo depende da aplicação: comerciais, vinhetas e chamadas na TV por exemplo beneficiam-se desses efeitos, justamente para chamar a atenção.

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Uso do controle remoto com a câmera

Apontando para baixo muitas vezes, durante a gravação de imagens situadas em uma superfície plana, com a câmera em um tripé apontando para baixo (títulos por exemplo), o sensor do controle remoto infravermelho fica voltado para baixo, dificultando o acionamento da câmera a partir do mesmo: é preciso posicionar o controle lateralmente à câmera (para não atrapalhar o campo de visão), abaixo da mesma e apontá-lo para cima, em direção ao sensor, geralmente localizado próximo à lente na maioria das câmeras. Lembrando que infravermelho é uma luz como outra qualquer, só que invisível aos olhos do ser humano, pode-se usar as mesmas propriedades da luz visível. Assim, colocando-se ao lado da superfície acima mencionada uma lâmpada desligada e fixa verticalmente em um soquete, do tipo 'bulbo espelhado' , a mesma torna-se um espelho côncavo: apontando-se o controle para a lâmpada, os raios serão refletidos para o sensor da câmera. Espelhos comuns e metais polidos também funcionam, ainda melhor se tiverem superfície côncava para facilitar a reflexão a partir de qualquer ponto.

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Velocidade de gravação de discos ópticos

Diferentes tipos de gravadores possuem diferentes velocidade de "queima" dos discos. Por outro lado, os discos ópticos (CDs e DVDs graváveis) também possuem velocidades máximas com que podem ser gravados. Essas velocidades são identificadas pelos gravadores assim que iniciam a leitura e reconhecimento de uma nova mídia neles colocada. Assim, não adianta possuir um gravador rápido se a mídia não suporta sua velocidade: a velocidade menor da mídia é que será o fator limitante no processo.

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Vídeo para Internet ou CD-ROM


Deve possuir o menos possível de movimentos e possuir poucos detalhes na imagem ou no fundo do primeiro plano. Um vídeo gravado e editado desta maneira ficará melhor quanto visto através da Internet ou CD-ROM do que outro com cenas de movimentos rápidos e cheio de detalhes, por causa do pequeno tamanho e da pouca resolução da imagem.

Os algoritmos de compressão utilizados para reduzir o tamanho das imagens beneficiam-se enormemente de padrões repetidos na imagem, ou seja, uma área da imagem (ex. fundo) com cor e textura uniforme, pode ser comprimida de maneira muito mais eficiente do que outra com excesso de detalhes. Em outras palavras, um conjunto semelhante de pixels pode ser descrito com pouca informação (a dimensão da área ocupada e a cor dos pixels, informada uma única vez pois todos tem a mesma tonalidade). Já um conjunto de pixels quase todos diferentes uns dos outros exigirá a descrição individual quase que de pixel a pixel.

É por este motivo que o vídeo será comprimido de maneira mais eficiente e com melhor resultado visual final se algumas dicas forem seguidas, como a redução de movimentos e detalhes já citada. Outras dicas incluem o uso de tripé com a câmera imóvel na gravação (faz com que o fundo não mude constantemente como ocorreria com a câmera na mão), o pouco ou nenhum uso do zoom (pelo mesmo motivo) e o fundo desfocado (elimina detalhes ou pelo menos os tornam mais suaves). A boa iluminação da cena também contribui bastante: uma imagem granulada é o mesmo que uma imagem cheia de detalhes: cada granulação terá que ser comprimida individualmente.

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Bem, é isso então pessoal, espero que essas dicas sejam úteis para alguém!

Abração e até!

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