quinta-feira, 30 de abril de 2009

Espíritas na TV

Avaliação: 
Em uma entrevista da Folha Espírita da Zona Oeste, SP, em Janeiro de 2009, Enio Tourinho faz o seguinte questionamento ao Dr Luiz Claudio de Pinho, teólogo, médico e palestrante espírita: Qual sua opinião sobre entrevistas espíritas na TV? Conheça a brilhante resposta dada pelo Doutor e divulgue-a, caso concorde.

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Enio Tourinho- Dr. Luiz Claudio, qual sua opinião sobre entrevistas espíritas na TV?

Dr. Luiz Claudio de Pinho - Já participei pessoalmente de muitos programas espíritas na TVE mineira, em horas de entrevistas puramente espíritas e penso que muitos confrades,assim também procedem.

Nessas aparições pessoais, devidamente documentadas, não houve ensejo de exercer suposta liderança, promoção pessoal ou profissional e nunca ganhamos um centavo, nem fizemos estadia gratuita em hotéis de luxo buscando, assim, seguir o exemplo de Allan Kardec nas viagens espíritas de 1862.

Na atualidade ,nessa hora em que o Espiritismo está em moda e muitos adeptos namoradores de holofotes e emocionalmente exaltados acham "bárbaro" as pálidas menções sobre "vidas sucessivas" linkadas a certos programas e novelas de TV, programações cujo único objetivo é "faturar" com modismos, deveremos ter mais "olhos de ver e ouvidos de ouvir", além de seguirmos os exemplos do batista João,deixando que a "fama", a "liderança" e o "sucesso", sejam do Cristo.

Na condição de cientista que não age sob emocionalidades ou teorias paranóicas de conspiração, compreendo esses "convites globais" com muita reserva.

Penso que Kardec assim também agiria.

Esses conglomerados televisivos não possuem nenhum interesse em divulgar valores éticos e morais, pois, se assim fosse, não vomitariam em suas novelas para adolescentes: troca-troca sexual, "pegação" na puberdade, aborto delituoso e em horário nobre,personagens psicóticos que assassinam velhinhos cantando "que beijinho doce".

Se dizemos estar com o Espiritismo, não vivamos em clausuras preconceituosas , mas também não sejamos tão facilmente seduzidos pelo poder que essas instituições exercem,inclusive, facilitando concessões de horários e grandes somas de dinheiro para pessoas que se dizem "divulgadores espíritas".

Nesse Brasil de memória curta e pouquíssimo senso crítico, sobretudo, de auto crítica, os verdadeiros espíritas devem fazer a diferença.

Esses grupos de mídia mundana não possuem o menor interesse de divulgar idéias espíritas. No máximo batem um papinho sobre "essa coisa de espiritismo" para, entre um comercial e outro, aumentarem as vendas "da boa".

Comentam, como diria a senhora Luciana Gimenez, "esse negócio de kardecismo que mexe com espíritos", fazendo subir o IBOPE.

Tenhamos mais olhos de ver e ouvidos de ouvir. Ademais, senhores confrades da "divulgação espírita", Allan Kardec com muito menos fez muito mais do que muitos de nós.

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