sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Técnicas Teatrais - 2º Parte

EXERCÍCIOS DE IMPROVISAÇÃO

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POETA/TRADUTOR

(2 ATORES)

Esta peça é interpretada diretamente para o público. Um dos atores recita um poema original, uma fala de cada vez, em "gromelot", mas como se estivesse falando a língua de um país estrangeiro específico. O outro ator, dividindo o palco com o poeta, traduz cada fala para o público.

O tradutor deve também falar com o sotaque, adequado do país se assim desejar. Enquanto alternam a fala, a tradução deve refletir a interpretação dramática do poeta, o qual, por sua vez, deve recomeçar a história do ponto onde o tradutor para. Este exercício traz para os participantes o benefício de audição e do trabalho para construir o poema.

Antes de começar, pegue uma sugestão de uma Primeira fala para um poema original. Se você tem habilidade em sotaques, pode também pedir uma sugestão de um país estrangeiro. Se não, escolha um sotaque com o qual esteja familiarizado. O tradutor pode escolher um local para recitação do poema e começar a apresentação apresentando-se a si mesmo e ao poeta.

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LEGENDAS

(4 ATORES)

Este é similar ao do Poeta/Tradutor mas envolve 4 atores. Dois deles interpretam personagens de um filme em língua estrangeira (falando em gíria). Os outros dois, mantendo-se à distancia do palco, fornecem legendas verbais que traduzem o filme para o português diante do público.

Aqui, ouvir é de suma importância, já que ajuda a criar uma história impedir que as pessoas falem uma da outra. Tenha em mente que cada fala em gíria deve ser traduzida 'antes dor fala seguinte ser interpretada.

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DUBLAGEM

(4 ATORES)

Este exercício tem a mesma organização das Legendas, só que desta vez os personagens no palco simplesmente movem os lábios para simular que estão falando. Os atores que estão fora do palco fornecem as vozes, atuando para sincronizar o diálogo com o movimento das bocas dos colegas.

Os atores que atuam no palco podem orientar os dubladores colaborando com atividades físicas o expressões faciais apontando diálogos adequados ou apropriadamente inadequados.

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RESTAURANTE ESTRANGEIRO

(3 OU 4 ATORES)

Esta cena é designada para permitir que os atores exercitem seus sotaques e utilizem palavras e diálogos próprios daquele sotaque. O cenário é um restaurante no qual é servido algum tipo de comida típica. Os fregueses podem ser brasileiros, mas a equipe do restaurante é composta de pessoas de origem étnica selecionada.

Os membros da equipe podem ser garçons, cozinheiros ou mártires. Se os atores forem hábeis em falar dialetos, deixe que o público escolha o tipo de restaurante. Esta cena leva em conta a prática em interpretar personagens, a utilização de entradas e saídas e o uso de dialetos.

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CENA DUPLA

(4 ATORES)

O palco é dividido em 2 áreas de modo que 2 cenas possam acontecer ao mesmo tempo. As 2 cenas devem estar relacionadas uma à outra e devem alternar-se na tomada de foco.

Um exemplo deste arranjo é um baile de estudantes de ginásio. A área do palco é dividida em um banheiro masculino de um lado e um banheiro feminino do outro. No dos homens, dois rapazes conversam sobre seus encontros enquanto no outro banheiro, as garotas falam sobre os rapazes.

Embora os atores e o público ouçam realmente o que está sendo dito em ambos os banheiros, os personagens não ouvem. O humor vem do uso da informação que, supostamente, você não ouve para influenciar o que você diz. Pode-se comentar o que está sendo dito na outra cena sem realmente admitir que ouviu.

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MARCA DE ESTILO

(2 A 5 ATORES E APONTADOR)

Neste exercício, é seguramente útil estar familiarizado com o teatro propriamente dito, com os dramaturgos e suas obras e com os estilos teatrais. O líder do grupo experimental ou um membro da platéia sugere um problema familiar pequeno e rotineiro tal como decidir de quem é a vez de levar o lixo para fora.

Comece a representar a cena até que o apontador congele a ação a fim de anunciar um estilo teatral ou o nome de um dramaturgo, tais como melodramas, Kabuki, Commedia dell'arte, Arthur Miller, Ionesco ou Shakespeare. Continue a representar a cena nesse estilo ou do modo como um determinado dramaturgo a teria escrito (Nelson Rodrigues, por exemplo. N.E.).

Ao prosseguir com a ação no estilo desse dramaturgo, procure evitar o uso de diálogos reais contidos em uma de suas peças ou mesmo a incorporação de um dos seus enredos. Ao invés, tente captar o sabor e o estilo de sua escrita e adaptá-lo ao enredo que está sendo desenvolvido em sua cena.

Você pode compilar uma lista de estilos teatrais e dramaturgos antes da cena ou virar-se para as pessoas da platéia cada vez que disser "congele!", pedindo a elas que dêem uma sugestão. Todo o exercício deve ser feito pelo mesmo grupo de atores, sendo que alguns deles podem fazer entradas e saídas quando forem adequadas ao enredo.

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QUEM SOU EU?

(EXERCÍCIO DE GRUPO)

Um dos participantes deixa o ambiente e, ao voltar, deve adivinhar que pessoa famosa os outros decidiram que ele é. O exercício é feito em forma de cena, mas o improvisador que deixou a sala não sabe que personagem está interpretando. Nessa hora, aparecem as dicas sobre como os outros se referem a ele na cena.

Evidentemente, eles não podem dizer o nome dele ou fazer qualquer referência direta sobre quem ele é. Se aquele que tenta adivinhar, tiver idéia sobre que pessoa ele é, começar a adotar o modo de agir característico daquela pessoa e dizer as mesmas coisas que ela diria. Se ficar evidente que está enganado, ele deve atuar como espectador e ouvir um, pouco mais até ter outra idéia sobre quem pode ser.

Continue sempre em forma de uma cena. Evite fazer perguntas como "Eu derrubei uma cerejeira?" ou "Sou eu George Washington?" (ou similares racionais). Comece com ou um ou dois atores e com aquele que tenta adivinhar. Outros podem entrar em cena se tiverem idéias para pistas, mas devem sair logo que tiverem cumprido seu propósito, de modo a não haver muitas pessoas no palco. Ao mesmo tempo, este exercício é bom para desenvolver a representação de um personagem.

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O PROVÉRBIO SOU EU (EXERCÍCIO EM GRUPO)

Eu sei que o nome não faz sentido, mas é isso o que eu tenho ouvido durante anos. Sendo uma variação do exercício Quem Sou Eu? "O Provérbio Sou Eu" desafia o ator a adivinhar e usar uma expressão comum ou aforismo, como "A grama do vizinho é sempre mais verde", que os outros escolheram enquanto ele saiu do ambiente.

Interpretado em forma de cena, o local deve refletir o significado da expressão. Por exemplo, se a expressão for "A grama do vizinho...", a cena deve ser sobre inveja (ou ciúme). As pistas devem vir através do tema clã cena de modo a levar o ator que adivinha a dizer a expressão naturalmente no contexto do que está acontecendo à sua volta.

Inicie a cena com outro ator além daquele que está adivinhando, para que depois outros possam entrar e sair e dar pistas subseqüentes. A cena termina quando o ator que está adivinhando utiliza a expressão como parte de seu diálogo.

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FALA OCULTA

(2 ATORES)

Cada ator do grupo pega um pedaço de papel no qual escreve uma fala simples do diálogo, jogando-a depois dentro de um chapéu. Antes de iniciar a cena, um dos atores pega uma das falas que está no chapéu, devendo incorporá-la à mesma. Ele deve construir o enredo da cena de modo que a fala do diálogo se encaixe na história sem emendas.

De fato, deve ser difícil para o público adivinhar qual era a fala oculta de diálogo. O outro ator, mesmo não sabendo o conteúdo da fala oculta, deve atuar em conjunto com o colega a fim de criar a história na direção para a qual ele a estiver conduzindo. Para tomar este exercício mais desafiador, mande ambos os atores pegarem um pedaço de papel e atuarem juntos no sentido de ajudar um ao outro a emitir discretamente suas falas.

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CENA PARA TITULO DE CANÇÃO

(2 A 4 ATORES)

Dividam-se em grupos de 2 a 4 atores. Cada grupo escolhe uma canção bem conhecida e cria uma cena que reflita o significado de seu título. Evite usar o título ao pé da letra. Use-o como um tema para a cena. Por exemplo, se o título for "I left My Heart in San Francisco", a cena deve ser sobre alguém que esteja vivendo uma relação a longa distância ao invés de ser sobre um doador de órgãos.(*) Os demais membros dos grupos pode adivinhar cada título quando a cena estiver concluída.

(*)Optamos por manter o exemplo em inglês "Deixei meu Coração em São Francisco" - apenas por uma questão de fidelidade ao texto.

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ALTER EGO

(4 ATORES)

Neste exercício, que tem estrutura semelhante ao das Legendas, 2 atores estão no palco enquanto 2 outros permanecem fora dele. Os primeiros criam uma cena juntos, mas após cada fala do diálogo, a voz de um dos atores que está fora do palco diz simultaneamente o que o personagem está realmente pensando.

Aqui, dar e receber é um elemento integral, como o é a capacidade de ouvir. A mesma técnica utilizada no exercício da Cena Dupla se faz neste. Os atores no palco, sabedores do que seus alter egos estão dizendo, podem utilizar a informação para influenciar o modo como seus personagens comportam-se e reagem um ao outro.

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UMA PALAVRA DE CADA VEZ

(2 ATORES)

Este exercício mostra a quantidade de informações que uma só palavra pode conter. Uma vez que um personagem proferiu uma determinada palavra, não poderá fazê-lo de novo até que o outro personagem tenha falado.

A cena prossegue com uma palavra de cada vez. É um exercício de economia de diálogos. Um erro comum dos improvisadores é a tendência que eles têm de falar demais em uma cena, dizendo mais coisas do que é necessário. É também uma lição para que se utilizem ações em uma cena ao invés de confiar que o diálogo a conduza. A cena pode basear-se em uma premissa simples dada pelo diretor do grupo ou pelo público.

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UMA FRASE DE CADA VEZ

(2 ATORES)

Esta cena tem as mesmas regras e arranjo do exercício anterior, só que os atores podem usar apenas 1 frase de cada vez. Para não frustrar o propósito deste exercício, alterne as falas de modo que os atores não possam proferir duas frases ao mesmo tempo.

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SEM PERGUNTAS

(2 ATORES)

Esta é uma cena na qual tomam parte 2 pessoas, tendo como única restrição a não formulação de perguntas. O propósito é fazer com que os atores se acostumem a acrescentar informações, a expandir a cena e a fazer suposições, ao invés de lançar sobre os ombros do outro ator o fardo de expandir a cena fazendo-lhe perguntas. A cena pode basear-se numa premissa simples dada pelo diretor do grupo ou pelo público.

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TRANSFORMAÇÃO

(2 ATORES)

Este exercício é de difícil realização e difícil explicação. É mais ou menos como realizar seis deixas consecutivas com os mesmos 2 atores sem congelar a ação.

Escolha ocupações de abertura e de conclusão para ambos os atores. Eles começam a cena, cada um desempenhando sua ocupação inicial. Então, é a medida que a cena prossegue, eles se transformarão através de uma série de papéis ou ocupações diferentes até a conclusão da cena, quando os atores chegarem às suas ocupações de conclusão.

As transições podem ser indicadas através de mudanças corporais ou vocais. Por exemplo, um dos atores pode ser um entregador de pizzas segurando com as duas mãos uma pizza de tamanho grande. Ele pode então transformar aquela posição corporal tornando-se um médico e estendendo as mãos como se elas tivessem sido escovadas. Nesse caso, o outro ator pode, de imediato, tornar-se um enfermeiro e começar a ajustar luvas de borracha nas mãos.

Este é um exercício feito para um ator seguir o outro. Quando um deles faz uma transição para um novo personagem ou ocupação, o outro vem depois e se torna um personagem semelhante. Não existe um enredo contínuo. Qualquer um dos atores pode mudar de personagem ou ocupação em qualquer tempo combinado. Portanto, ambos devem estar flexíveis e prontos para mudanças bruscas. Faça um total de cinco ou seis mudanças.

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CENA DE COMEÇO TARDIO

(2 ATORES)

2 atores sobem ao palco sem idéias preconcebidas - sem locais nem personagem e com as mentes em branco. Então, sem pressa, deixam que a cena se desenvolva. Se os minutos passaram sem nenhum diálogo, tudo bem. Por fim, um dos atores se sentirá como que estando em algum lugar por alguma razão e começa a relatar esta informação ao outro ator.

Esse outro ator deve então se adaptar de acordo, e juntos criam a cena. Este exercício encoraja os atores a sentirem-se à vontade para participar da cena de maneira totalmente aberta, a fim de ver o que pode vir a acontecer. Isso também os ajuda a serem capazes de se ajustar a qualquer informação que se desenvolva.

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RASHOMON (3 ATORES)

Neste exercício, a mesma cena básica é repetida 3 vezes consecutivas, uma vez a partir do ponto de vista de cada personagem. Em cada variação, um dos personagens é a figura dominante enquanto os outros interpretam papéis secundários na cena. Baseado no filme Rashomon, de Akira Kurosawa, aborda como diferentes personagens vêem o mesmo acontecimento.

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PEÇA OPCIONAL (VOCÊ DECIDE) (2 ATORES E UM APONTADOR)

Uma sugestão de um relacionamento entre 2 atores é aproveitada. Uma vez que esse relacionamento e uma locação tenham sido estabelecidos, o apontador "congela" a ação periodicamente a fim de fazer perguntas específicas aos espectadores sobre o que eles gostariam que acontecesse depois.

Os atores então integram cada idéia nova no sentido de expandir a ação da cena. Por exemplo, se o relacionamento é entre professor e aluno e a cena se desenvolve na sala de aula após as horas regulares na escola, o apontador poderá perguntar, "Por que o professor manteve o aluno na escola depois da hora?" ou "Este aluno tem um segredo; qual é?" Continue até que a cena se esgote.

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LANÇANDO UMA IDÉIA

(3 OU 4 ATORES)

Este exercício é para criar uma idéia em conjunto. O elenco da cena é algum tipo de equipe criativa, como um grupo de executivos de vendas, desenhistas de automóveis ou produtores de filmes. Eles têm que criar um tipo de produto e construir uma campanha de publicidade em torno dele. Não deve haver negação, já que cada ator acrescenta coisas novas às idéias dos outros.

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COMPOR UMA CANÇÃO

(1 OU MAIS ATORES E 1 MÚSICO)

Improvise uma canção, baseada num estilo musical e num título original ou numa primeira fala dada pelo público ou pelo diretor do grupo. O cantor e o músico devem trabalhar em conjunto, acompanhando um ao outro a fim de criar uma melodia e uma estrutura para a canção. Para se adquirir habilidade neste exercício, é necessário muita prática.

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AUDIÇÃO

(4 OU 5 ATORES, INCLUINDO UM DIRETOR)

Escolha uma situação teatral que requeira uma audição. Pode ser para um musical ou uma peça. Pode ser também por uma companhia teatral local, para uma produção na Broadway, ou mesmo para escolha do elenco de uma novela.

Um dos atores é designado como diretor e fica responsável pela preparação do ambiente para o público. Cada um que faz a audição se apresenta, fornece suas credenciais e apresenta algum tipo de audição para o papel ao qual ele se adéqua. Os que fazem a audição podem executar um monólogo, cantar uma canção, dançar ou bancar o bobo - qualquer coisa que demonstre seu talento.

Quer o personagem seja realmente talentoso ou não, ele sempre deve dar a máximo de si ao fazer a audição.

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LIVRO DE RITMOS

(3 OU 4 ATORES E 1 MAESTRO)

Neste exercício cada ator escolhe um escritor bem conhecido e, quando apontado pelo maestro, conta uma história no estilo daquele escritor.

Lembre-se de não repetir nem sobrepor-se ao diálogo do ator que falou antes. A platéia ou diretor do grupo pode sugerir uma primeira fala original para começar. Para tornar o exercício mais desafiador, deixe que a platéia sugira quais os escritores a serem utilizados.

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(Extraído de Improv Comedy, Samuel Freneh ed., CA. 1991. Traduzido por Jorge Mauricio de Abreu. Colaboração do Curso de Tradução do Departamento de Letras da PUC-Rio). In Cadernos de Teatro nº 135 (out. nov. dez. de 1993)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Técnicas Teatrais - 1º Parte

A partir de hoje, irei postar várias técnicas teatrais, jogos cênicos, recursos que podem ser utilizados e demais materiais que possam vir a auxiliar a todos envolvidos nessa maravilhosa arte.

Então fique ligado no blog para acompanhar as atualizações!

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A Trilha Sonora: (1º Parte)

Percursionistas:

Uma ou mais pessoas que ficam encarregadas de fazer o barulho certo na hora certa.
Esta considero a melhor opção: Envolvimento de pessoas; Criatividade; Sem problema de Direitos autorais; Beleza do resultado final...
Tecladista:
Com uma boa combinação entre o operador e o sintetizador, o som fica bem legal.
Som Mecânico:
Pegar material free neste site http://www.findsounds.com/ fazer a montagem... Para fazer a busca colocar o termo buscado em inglês. (Ex: Tiro - Shot)

Boa opção para gargalhadas, tiros, trovões... (efeitos sonoros, não a trilha como um todo)
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MANTENDO A VOZ SAUDÁVEL E PODEROSA!


Muita hidratação!!!Água pouca é bobagem... Em locais com ar condicionado, carregue sua garrafinha de água!

Se estiver dodói, evite cantar.

Evite falar em ambientes muito ruidozos... Isso te obrigaria a falar num volume de voz acima do habitual....e é realmente péssimo pra saúde vocal!

Articule muito bem as palavras.

Sempre aqueça a voz.

Faça bocejos depois de usar muito sua voz.

Respeite seus limites vocais! Cante sempre nos tons favoráveis a você.

Não seja auto didata! Procure um profissional da voz para ajudá-lo a desenvolver seu potencial vocal corretamente.

Se perceber que está ficando rouco sempre que faz muito uso da voz, procure um especialista (Otorrino e Fono) para avaliar suas pregas vocais!!

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MELHORANDO A PERFORMANCE VOCAL

1º)Se você controla o ar...controla sua voz. Comece aprimorando sua respiração profunda, ou abdominal. Deitado de costas numa superfície plana, coloque um livro sobre o abdomem e procure levantar o livro com a inspiração e abaixar o livro com a expiração. Quando sentir que está dominando esse movimento, trabalhe então sua respiração abdominal em pé. 2º)Agora que você já domina o exercício da "dica 1", vamos em frente! Com as mãos sobre suas costelas ( logo abaixo do tórax, nas laterais) inspire pelo nariz como se estivesse levando o ar para suas costas... Você vai sentir suas costelas se abrindo... Agora expire o ar com a boca aberta e vai sentir suas costelas se fechando. Você acaba de praticar uma respiração inter costal! Treine bastante...quanto mais suas costelas se abrirem melhor.
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UMA INTRODUÇÃO AO APÔIO DIAFRAGMÁTICO

Darei aqui uma dica bem simples pra todo mundo poder treinar em casa.
Uma simples:

Frase: lá....dó#...MI....dó#...lá.

Faça uma inspiração dissociada (abdominal + intercostal).
Então inicie o vocalize com voz suave, sem forçar nada!

Podem usar as vibrações línguais(rrrrrr) ou labiais (brbrbrrrrrrbbbrrrr) como letra.
Quando você emitir a nota MI..bem no meio da frase...aplique uma CONTRAÇÃO ABDOMINAL como se fosse encostar sua barriga nas costas (contração MÁXIMA).Pode manter o abdomem contraído até o final da frase.

Aumente meio tom...e comece tudo novamente.
Vá subindo de meio em meio tom, até o agudo que você alcança com conforto...e então, vá descendo novamente, até o grave que alcança com conforto também.

Não precisa iniciar o vocalize na nota LÁ.. Se esta for muito grave pra você...Inicie de onde for confortável, ok?

Você estará apoiando a nota mais aguda da frase...para não emiti-la com o apôio errado da garganta e sim, com o apôio do diafragma.
Estou simplificando ao máximo, que é pra todo mundo entender e conseguir fazer isso com segurança em casa sozinho.

Você poderá baixar os arquivos de áudio com aquecimento vocal direto desses links:

http://www.4shared.com/file/39679021/16ade2d6/VOCALIZE-FEMININO.html


http://www.4shared.com/file/39677564/e4bf6685/VOCALIZE-MASCULINO.html


==>Um ótimo blog repleto de técnicas vocais é do Cíntia Scola, vale a pena acessar:

http://cantocintiascola.blogspot.com/

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Livros Recomendados

É muito comum, nos lugares que o Grupo AVE apresenta-se, surgir dúvidas em relação a arte e o espiritismo (O que é, o que pode ser feito, etc).
Fica evidente perceber a carência da leitura de obras direcionadas ao assunto.

Como é no
rmal questionarem quais os melhores livros que abordem de maneira correta e clara este assunto, vou agora disponibilizar para vocês uma lista daqueles livros que julgo ser os mais esclarecedores até o momento.

Claro, nem preciso lembrar que todos este livros, devem ser estudados, para assim, permitir um aprofundamento no assunto Arte Espírita.


AUTOR:TOURINHO, NAZARENO
TÍTULO: A DRAMATURGIA ESPÍRITA
Número DE Páginas: 102
ANO DE EDIÇÃO: 1991
SINOPSE: Excelente livro. Visa orientar os grupos que, no Movimento Espírita, se dedicam a montar e exibir peças teatrais. Esclarece didaticamente o significado da dramaturgia e trata de assuntos como ética, estética, escolas, estilos e elementos do espetáculo teatral. Destaca que o conteúdo doutrinário deve ser a essência do teatro espírita.
ONDE COMPRAR: livronet



TÍTULO: Espiritismo na Arte
Autor: Léon Denis
Sinopse: Os grandes gênios da arte prosseguem criando após a morte física? Como é a arte desses gênios no espaço? Eis alguns dos questionamentos analisados pelo autor, um dos mais importantes escritores do Moderno Espiritualismo.
- 192 págs.
ONDE COMPRAR: CANDEIA



Título: Falando de Arte A Luz do Espiritismo
Autor: Radetic, Therezinha R. Mendonça
Sinopse: Ao entender que a arte, procede de espaços supracósmicos, a autora vê nos artistas em geral agentes dessas irradiações, em cujas luzes todos nós nos vivificamos.
- 176 págs.
ONDE COMPRAR: CANDEIA





Título: A inspiração Espiritual na Criação Artística
Autor: Pereira, Cristina C.
Sinopse: Neste livro a autora procura responder à pergunta: De onde vem a inspiração e como ela se transforma em arte? Na tentativa de explicar o processo da inspiração, fenômeno subjetivo ainda tão intrigante, a autora entrevista religiosos, homens de ciência e, principalmente, criadores das mais variadas artes, constituindo-se esta obra na maior reflexão já feita sobre o assunto.
- 284 págs
ONDE COMPRAR: CANDEIA




Título: O teatro na Educação do Espírito
Autor: Alves, Walter Oliveira
Sinopse: Para os gregos antigos, o teatro tinha função religiosa, quer dizer, o espectador assistia à representação para se purgar do medo, da culpa ou das manias obsessivas, da reeducação da alma, enfim. Nascido da experiência, este livro fala das oficinas de teatro e do uso dos livros como argumento para a montagem de peças. Prático e instrutivo.
- 224 págs.
ONDE COMPRAR: CANDEIA



Título: Espiritismo Cultural: Arte, Literatura, Teatro
Autor:Garcia, Wilson (autor)
Sinopse: Este trabalho visa contribuir para uma maior conscientização do escritor espírita através de uma análise da Arte, das suas origens, seus requisitos e sua razão de ser. Dividido em duas partes, a primeira apresenta temas como: Arte e literatura,Subsídios para uma crítica da literatura espírita, Manifesto da poesia espírita, Análise das contribuições científicas na literatura espírita, Análise teórico-crítica - visão social de Emmanuel. A segunda, apresenta: a Abrajee sobrevive como Abrade, O congresso de São Paulo, Prévias e eventos, Abertura e desenvolvimento, Homenagem a Deolindo Amorim, Atividades do congresso, Trabalhos e teses, Moções aprovadas, Propostas levadas ao plenário, Homenagem a Noraldino de Mello, dentre outros. A publicação destes trabalhos é tal qual eles foram apresentados à comissão organizadora do IX Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas, Conbrajee-86
- 136 págs.
ONDE COMPRAR: CANDEIA


Para aqueles que estão um pouco descapitalizados, indico dois ótimos sites:

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