terça-feira, 16 de setembro de 2008

Artes plásticas - Espiritismo II



Olá irmãos!

Segue então uma tirinha "espirita".

Seguindo a linha de expansão das Artes Plásticas.

Por hora, o foco está nos desenhos e pinturas, mas em breve já começaremos a postar esculturas, pitografia, etc...

"
Foi Allan Kardec quem primeiro se manifestou sobre a Arte Espírita, em seu livro Obras Póstumas : “o Espiritismo abre para a arte um campo novo, imenso, ainda inexplorado. E, quando o artista reproduzir o mundo espírita com convicção, encontrará nessa fonte as mais sublimes inspirações.”
Reforçando esta idéia Leon Denis, em seu livro O Espiritismo na Arte , traz mensagens do espírito que se apresenta como O Esteta e que nos dá a seguinte definição de arte: “São i rradiações que provêm de um campo supracósmico; mantendo em nosso mundo a luz, a grandeza, a força, a beleza, a bondade, que emanam do foco que forma o centro do campo fluídico divino. (...). A arte é, portanto, um dos meios de se sentir a grandeza de Deus ”.


Diante destas afirmações, concluímos que a Arte Espírita deve ser vista como uma importante ferramenta de divulgação doutrinária e de intercâmbio entre os planos material e espiritual e, se desenvolvida com responsabilidade, “ desempenha um importante papel no Espiritismo"


Abraços fraternos e até a próxima

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Artes plásticas - Espiritismo




Olá irmãos!

Hoje estou postando mais uma história HQ que o Grupo AVE produziu.

Também uma ótima pintura da nossa irmã da Bahia.

A pintura tem o nome "Misericórdia" - Acrilico sobre Paraná - 100X80cm
Artista: Patrícia Moreira

T
ambém, gostaria de perguntar:
O que vocês acham das Artes plásticas (Pinturas, esculturas, etc) insiridas no movimento espírita?
Qual a sua valia? Significado?


Eis ai algumas questões que devemos pensar.


Em breve posto aqui um artigo com essa temática.

Abraço a todos!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A arte da redenção

A graça de Deus permite entre nós a presença de olhares atentos. Não o olhar que devasta as vidas à procura de motivos para manifestações mesquinhas - o que de resto nos apequenaria... Falamos do olhar aberto às mudanças e perceptível às pequenas alterações circunscritas. Essa sensibilidade tangível a poucos e, por sorte, transferível a nós muitos, nos revela algumas coisas interessantes no que toca a arte.
Antes dos nossos dias atuais, falava-se em Doutrina Espírita fundada naquilo que veio a se denominar “tríplice aspecto”. E com acerto, ciência, filosofia e religião, com pesos semelhantes, compunham o quadro sustentador das obras espíritas, no resplandecer da nova era que surgia. Diga-se de passagem que essa realidade não mudou, pois são inalienáveis pilares do conhecimento, da experiência e do amor. Entretanto, afigura-se nas mais recentes obras espíritas um novo ponto de sustentação basilar: a arte.
Obras recém saídas das “fornadas mediúnicas”, revelam-nos que algo mudou no direcionamento de nossa doutrina pelos nossos abnegados mentores. De fato, não se trata de abandono do que até aqui foi, a duras penas, construído. Ao contrário, afigura-se diante de nós, espíritas, um novo desafio, que revigora-se como o rompante do engessamento que nossas atitudes de hoje apresentam. Em nome do “é preferível negar n verdades a aceitar uma só mentira”, nós mantivemo-nos apáticos, criando regras em demasia, construindo vigilância pela força, não pelo amor. Como se aceitar só a verdade fosse sinônimo de proibição da experimentação e possíveis erros. É por isso que vemos trechos como o que se segue cada vez mais em abundância na literatura espírita:
A ciência e a religião, a arte e a filosofia serão caminhos propulsores da força do pensamento espírita, sobrepujando o materialismo que grassa. Nenhum deles, no entanto, servirá de via preferencial. Por essa razão, urge desenvolver um novo significado para a comunidade adepta da verdade consoladora face ao predominante caráter religiosista. Religião com religiosidade. Religião com educação. Se a religião não educar ficará retida no dogmatismo. Se a ciência não educar, será sovinice. Se a filosofia não educar, transformará em cátedra de vaidade. Se a arte não educar, constituirá um palco para exibicionismo. O momento converge todas as conquistas humanas para a espiritualização da criatura e para o desenvolvimento de seus valores nobres e divinos.
A humanidade transforma-se a passos largos. A crise que se apresenta aparentemente devastadora, é apenas estopim para deixarmos para trás a fase da heteronomia, que embora já constituísse avanço em relação a anomia, está longe do ápice, já que estamos em busca da socionomia e quiçá, em breve, a tão sonhada autonomia ética. Já não nos cabe mais a regulação externa pela força. Mas ainda é preciso nos ampararmo-nos uns nos outros para aquisição desse novo padrão postural mais humano.
A arte, sobretudo a arte espírita, ferramenta afiada pelo tempo na habilidade ímpar de emocionar, constitui potencial divino através do qual conclamam os espíritos da mais alta envergadura, a atentarmos e a utilizarmos, na medida em que rompe àquelas regras que já não servem mais.
É pela arte, manifesta e explicitamente, aliada aos três pontos supracitados, que a espiritualidade procura alcançar as metas traçadas por ela para o destino do Espiritismo, resgatando os indivíduos adeptos dessa doutrina, à compreensão da necessidade imediata da sublimação íntima.
Deixemos de lado, todavia, os aplausos. Dediquemo-nos acuradamente na mensagem que toca os corações e transforma as almas pelo seu caráter sublime. Incentivemos a arte. Pratiquemos-la com interesse, não apenas nas horas de folga, mas como caminho seguro a nossa própria redenção.
Daniel
(colaborador do blog)